Com posse prevista para o dia 20, novo diretor da PF começa a montar equipe

Sandro Avelar, delegado e ex-secretário de segurança do DF, deve assumir direção executiva da corporação. Tendência é que a cúpula seja ocupada por policiais experientes

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postado em 10/11/2017 06:00 / atualizado em 10/11/2017 00:47

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados e Minervino Junior/CB/D.A Press


Com a posse prevista para o dia 20 deste mês, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, já está escolhendo os nomes para a equipe. A decisão de colocá-lo no cargo foi tomada na quarta-feira pelo presidente Michel Temer, que deu 11 dias para que o delegado avalie qual o perfil da nova equipe de gestão da corporação e faça um balanço do mandato de Leandro Daiello, que está à frente da PF há quase sete anos.
 

Segóvia deve optar por pessoas com larga experiência na corporação. Esse é o caso do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, que é delegado da PF. Ele está cotado para ocupar a direção executiva. Abaixo do diretor-geral, esse é o cargo mais importante. As conversas com Sandro Avelar já estão em andamento. Além da experiência com gestão de segurança, ele é visto como um nome importante para realizar articulações com outros órgãos do governo, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o próprio Ministério da Justiça, ao qual a Polícia Federal está subordinada.

Ao ser procurado pelo Correio, Avelar afirmou que “a nova composição da direção da PF é tema de conversas e avaliações”. Hoje com 47 anos de idade, o delegado atuou na Secretaria do Sistema Penitenciário Nacional, que é vinculada ao Ministério da Justiça. Foi o responsável por liderar as ações de combate ao crime organizado na superintendência em Brasília e presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF). Ele assumiu como secretário no Distrito Federal em 2011 e ocupou o posto até 2014, na gestão do então governador Agnelo Queiroz. E foi candidato a deputado na última eleição.

Na Academia Nacional de Polícia Federal, Avelar atuou como professor de direitos humanos, participando da formação de dezenas de agentes. Ainda surpreso com a troca no comando da PF, o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Flávio Werneck, afirma que a mudança na equipe de gestão era uma demanda antiga. “O Leandro Daiello estava havia bastante tempo no cargo. Ele tinha um bom relacionamento com o Ministério da Justiça. Mas os policiais estavam insatisfeitos com muitas decisões. Essa é a chance de fazer uma renovação na equipe, com pessoas capacitadas, com experiência em gestão e que atuem para melhorar as rotinas de trabalho”, afirmou.

Controle

Outro nome apontado para integrar a equipe é do delegado Eugênio Ricas, experiente no combate a organizações criminosas. Ricas é bacharel em direito e pós-graduado em Ciências Criminais e em Inteligência de Segurança Pública. Ele ingressou na Polícia Federal em 2003 e foi Subsecretário para Assuntos do Sistema Penal da Secretaria da Justiça no Espírito Santo. No período em que permaneceu no cargo, ele conseguiu controlar rebeliões em presídios e mapear grupos criminosos que agiam no estado. Eugênio foi o único brasileiro a cursar a sessão 251 da Academia Nacional do FBI, nos Estados Unidos, que é especializada em investigação criminal.

Segóvia também deve escolher policiais que atuaram em missões diplomáticas, como Cláudio Ferreira Gomes, atual corregedor da instituição. Cláudio foi adido policial do Brasil em Portugal e está cotado para assumir a Diretoria de Inteligência Policial (DIP).
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