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Estado de Minas

Alerj decide nesta sexta-feira se deputados peemedebistas permanecem presos

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro se reúne na tarde de hoje para decidir se o presidente da Casa, Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi continuam presos


postado em 17/11/2017 10:17 / atualizado em 17/11/2017 10:29

 O presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, se entregou ontem à Polícia Federal após ter prisão decretada pelo TRF(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, se entregou ontem à Polícia Federal após ter prisão decretada pelo TRF (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai se reunir nesta sexta-feira (17/11) para decidir se o presidente da Casa, Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos peemedebistas, permanecerão presos. Eles foram detidos na quinta-feira (16/11), durante a Operação Cadeia Velha, acusados dos crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.  

 

O despacho da 2ª Instância da Justiça Federal que determinou a prisão dos políticos deve receber um parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, só depois segue para a votação no plenário da Alerj. A reunião na CCJ está prevista para acontecer às 13h e a votação no plenário deve começar às 15h.

 
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Políticos que fazem oposição a Picciani já começaram a convocar protestos nas redes sociais. O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) usou as redes sociais para convocar uma mobilização na tarde desta sexta-feira, no mesmo horário da votação na Alerj. Até o momento, 2,7 mil pessoas confirmaram presença no evento criado no Facebook, e quase 10 mil expressaram interesse na manifestação.

 

Operação Cadeia Velha

 

A operação que investiga os deputados peemedebistas do Rio de Janeiro foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na terça-feira (14/11), e é um desdobramento da Operação Lava-Jato. Além do presidente da Alerj, Jorge Picciani, também são alvos da PF os filhos do parlamentar e um dos maiores empresários do setor do transporte público do Rio, Jacob Barata Filho.

 

De acordo com as investigações, o esquema criminoso mantido por servidores, políticos e órgãos fiscalizadores, entre outros agentes, teria movimentado cerca de R$ 260 milhões. Só o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) teria recebido R$ 122,8 milhões em propina entre 2010 e 2016 – ele deixou o cargo em 2014.

 

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