Segóvia defende que PF possa fechar delações premiadas

Para os procuradores, a lei que dá essa atribuição aos policiais é inconstitucional e deve ser uma função exclusiva do MPF

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postado em 20/11/2017 16:00 / atualizado em 20/11/2017 16:08

José Cruz

 
O novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, defendeu que a corporação possa fechar acordos de delações premiadas. O assunto é motivo de divergências entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal. Para os procuradores, a lei que dá essa atribuição aos policiais é inconstitucional e deve ser uma função exclusiva do MPF. Uma ação direta de constitucionalidade tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto.

“Já está na lei que a PF tenha a atribuição de fazer as delações premiadas, o que nada mais é que um meio de investigação. Como ferramenta de investigação, ela tem que fazer parte da atuação da PF e nós não vamos desistir dessa atribuição”, disse Segóvia, ao conceder entrevista à imprensa após assumir o cargo.
 

Carta branca


Fernando Segóvia disse ainda que recebeu carta branca do presidente da República, Michel Temer, para desempenhar sua nova missão e disse que atuará de forma “republicana”, sem posicionamento político-partidário.
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