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Estado de Minas

Justiça do Peru inclui três construtoras brasileiras em caso de corrupção

A Camargo Corrêa já é investigada no Peru por lavagem de dinheiro, devido ao suposto pagamento de um suborno de seis milhões de dólares ao então presidente Alejandro Toledo (2001-2006) para ganhar a licitação


postado em 21/11/2017 08:40

Lima, Peru - As filiais das empresas brasileiras Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez foram incluídas em um processo judicial no Peru pelo suposto pagamento de subornos para obter o contrato de construção de uma rodovia, informou a justiça nesta segunda-feira.

O Poder Judiciário informou no Twitter que o tribunal liderado pelo juiz Richard Concepción incluiu "como terceiro civil responsável as empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão", consorciadas na Intersur Concesiones, pela suposta obtenção ilícita da concessão do trecho 4 da estrada interoceânica, que une o Peru e o Brasil.


A Camargo Corrêa já é investigada no Peru por lavagem de dinheiro, devido ao suposto pagamento de um suborno de seis milhões de dólares ao então presidente Alejandro Toledo (2001-2006) para ganhar a licitação. Seus bens no país estão congelados.


O pedido para incluir as três empresas foi feito pela procuradoria, que também investiga a construtora Odebrecht, empresa que já admitiu que pagou 20 milhões de dólares a Toledo para ganhar a concessão dos trechos 2 e 3 da mesma via.

A Procuradoria-Geral da República - que defende os interesses do Estado - sustentou seu pedido com a hipótese de que as três empresas formaram a Intersur Concesiones para vencer a licitação durante o governo de Toledo e pagaram subornos em consenso.

A argumentação se baseou em e-mails que pertenceriam ao então representante da Intersur, Marcos de Moura Wanderley, onde faria referência a supostos subornos e a depósitos nas contas do empresário peruano israelense Yosef Maiman, amigo do ex-presidente Toledo, segundo o jornal El Comercio. O mesmo empresário é acusado de receber os subornos da Odebrecht para o ex-presidente.

Os advogados das empresas negaram as acusações e asseguraram que esses e-mails não existem.

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