Publicidade

Estado de Minas

PF desmantela quadrilha que fraudava licitações no transporte escolar

Segundo a PF, a quadrilha desviou R$ 45 milhões da área da educação em Minas Gerais e na Bahia


postado em 23/11/2017 09:39 / atualizado em 23/11/2017 09:56

O grupo chegava a decidir os candidatos que concorreriam aos cargos eletivos nos municípios, a formação das coligações e até os secretários do Executivo Local(foto: Agência Brasil)
O grupo chegava a decidir os candidatos que concorreriam aos cargos eletivos nos municípios, a formação das coligações e até os secretários do Executivo Local (foto: Agência Brasil)


A Polícia Federal (PF), desmantelou, na manhã desta quinta-feira (23/11), uma quadrilha formada por políticos, empresários e servidores públicos que desviava recursos públicos destinados à área da educação. Segundo a PF, entre os anos de 2010 e 2016, a organização criminosa obteve aproximadamente R$ 140 milhões em contratos, dos quais teriam sido desviados ao menos R$ 45 milhões. Foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva, 4 de prisão temporária, 13 mandados de medidas cautelares e 41 de busca e apreensão.

 

A polícia apurou que parte dos valores recebidos pelas cooperativas era repassada a servidores públicos, no intuito de corromper agentes políticos e interferir em decisões dos poderes Executivo e Legislativo municipais, além de financiar ilicitamente campanhas eleitorais como forma de se manterem dominantes no poder.

 

O grupo chegava a decidir os candidatos que concorreriam aos cargos eletivos, a formação das coligações locais, o secretariado a ser nomeado pelos prefeitos e até mesmo se as Câmaras Municipais deveriam ou não aprovar as contas do município. Uma espécie de atuação paralela que influenciava decisões públicas a favor de interesses ligados ao esquema criminoso.

Leia mais notícias em Política

 

 

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e fraude à licitação. Os mandados foram cumpridos pela PF em conjunto com o Ministério Público (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU).

 

Operação Lateronis

 

A operação foi batizada de Lateronis, em uma referência aos soldados da Roma antiga, que guardavam as laterais e as costas do imperador e que, de tanto estarem ao lado do poder, passaram a acreditar que eram o próprio poder e que podiam atuar de forma impune ao cometerem delitos contra os mais pobres.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade