Moro diz que não se arrepende de ter divulgado conversa entre Dilma e Lula

Gravação foi divulgada no ano passado, quando Dilma Rousseff ainda era presidente da República

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postado em 27/11/2017 15:54


 
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, afirmou nesta segunda-feira (27) que não se arrepende de ter divulgado o áudio de uma conversa entre a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A gravação, divulgada em março do ano passado, levantou polêmica por envolver a então presidente da República.
 
 
O magistrado fez as declarações no fórum Amarelas ao Vivo, da revista Veja, do Grupo Abril. “Não me arrependo de forma nenhuma, embora tenha ficado consternado com a celeuma que a divulgação causou. Na minha opinião eu fiz o que a lei exigia e o que eu achei que era necessário”, destacou Sérgio Moro. 

As gravações ocorreram assim que Dilma anunciou Lula como ministro chefe da Casa Civil. O magistrado levantou o sigilo do processo, inclusive da gravação em que Dilma dizia para Lula que estava lhe enviando "o termo de posse". Ele foi impedido de assumir o cargo pela Justiça e logo depois o impeachment de Dilma foi aprovado no Congresso. O caso também rendeu acusações de tentativa de obstrução de Justiça, já que na ocasião havia a iminência de um mandado de prisão ser cumprido contra Lula e empossado como ministro, a ordem não poderia ser cumprida.

O ministro Teori Zavascki, então relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), já falecido, anulou a gravação durante o processo. No entanto, o ministro Edson Fachin, que substituiu Zavascki entendeu que o juiz "Sérgio Moro não usurpou as competências do STF ao retirar o sigilo da gravação", pois o foco era recolher provas contra pessoas que não possuem foro privilegiado, e não tinha autoridades como alvo. 
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