"Me chamavam de chefe", diz Cabral sobre políticos e delatores

Ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral prestou depoimento ao juiz Marcelo Bretas em processo que envolve reconstrução do Maracanã

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postado em 05/12/2017 18:46 / atualizado em 05/12/2017 21:38

 Tânia Rêgo/Agência Brasil
 
Em depoimento a 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, o ex-governador fluminense, Sérgio Cabral, afirmou que era chamado de "chefe" por políticos e delatores do esquema criado para a formação de cartel durante a realização de obras de reforma do Estádio Maracanã. O político chamou os envolvidos de "bando de puxa sacos", em depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas. 

Durante a audiência, ele também disse que não participou do processo para a escolha das empresas que fariam a obra do estádio. Quando perguntado sobre o anel no valor de R$ 800 mil, que o empresário Fernando Cavedish deu à ex-primeira dama do Rio, Cabral disse que o objeto foi devolvido logo em seguida. "Presente de puxa-saco para me agradar, para minha mulher, que foi devolvido e ele assumiu", afirmou. Cavedish afirmou em depoimento que o anel serviu como porta de entrada para a Delta participar das obras. 
 
 
Em depoimentos anteriores, Cabral admitiu ter recebido recursos via caixa 2 e ter usado esta verba para o pagamento de dívidas pessoais. No entanto, ele nega ter cometidos os crimes de corrupção passiva e tráfico de influência. 
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