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Estado de Minas

Software de urnas eletrônicas apresentam defeitos em teste público

As falhas encontradas estão ligadas à proteção das mídias, dos cartões de memória, segundo o TSE


postado em 12/12/2017 20:02

(foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR)
(foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR)
O Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação (TPS) de 2017 apontou defeitos no software das urnas eletrônicas. O resultado do TPS mostrou técnicas para deixar o código-fonte da urna mais “robusto” e deu dicas para que as fotos dos candidatos inseridos nas urnas fiquem mais protegidas e sem riscos de alteração. Segundo o secretário de tecnologia da informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giussepe Janino, os investigadores que participaram do teste não conseguiram alterar a natureza dos votos. “Não houve avanço no sentido de modificação de votos. São várias barreiras”, argumenta.

“As falhas encontradas estão ligadas à proteção das mídias, dos cartões de memória”, comentou. Segundo Janino, o que se percebeu com esse teste é que foi possível romper-se algumas barreiras e alterar alguns dados no software da urna. Segundo ele, essas são falhas consideradas “reparos de fácil ajuste” e que a própria equipe capacitada do TSE irá resolver os problemas. “O nosso compromisso é corrigir tudo isso”, confirma.

Para Giussepe Janino, esses testes públicos são de extrema importância para mostrar a segurança que as urnas eletrônicas dispoem. Ele explica que, nesse teste, a situação em que os investigadores encontraram os problemas eram excepcionais e mais facilitadas, ou seja, foram desconsiderados fatos presentes no dia da votação como o gabinete fechado da urna e seguranças que impeçam a abertura da urna para, então, começar-se o processo de extração de informações e decodificação do sistema em um computador externo.

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Outro fator citado pelo secretário é que as urnas não tem sistemas de comunicação embutidos, o que impossibilita a violação do sistema por distância. “Sem dúvida, esses testes, não só afirmam como evidenciam a segurança das urnas eletrônicas”, explica. Ele também garante que essas fragilidades não estiveram presentes na eleição passada, uma vez que o software é atualizado de dois em dois anos e essas falhas foram achadas apenas nessa última versão.

Janino criticou a falta da participação de partidos políticos nos testes. Segundo ele, sempre há reclamações quanto à segurança nas urnas eletrônicas após as eleições, porém a presença de equipes dos partidos participando dos testes é baixa. Para enviar um plano de investigação para o TPS basta ser brasileiro e ter mais de 18 anos. O plano é analisado pela equipe de tecnologia de informação do TSE, uma vez que aprovado, o investigador pode prosseguir com o processo do teste.

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