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Estado de Minas

Temer faz críticas veladas a deputados contrários à reforma da Previdência

O presidente argumentou a favor da mudança nas regras de aposentadoria


postado em 13/12/2017 20:54

(foto: AFP/Evaristo Sá)
(foto: AFP/Evaristo Sá)
 
O presidente da República, Michel Temer, não poupou críticas a deputados que pensam em votar contra a reforma da Previdência, ainda que veladas. Nesta terça-feira (12/12), em cerimônia de posse da nova diretoria-executiva da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o peemedebista pregou que não há motivos plausíveis para parlamentar serem contrários à proposta. 

"Quem vai votar contra a Previdência tem que ter alguma razão", destacou. Ele ressaltou que argumentos de que a proposta prejudica os trabalhadores rurais, por exemplo, são infundados. "Não é verdade. Eles estão excluídos da reforma", afirmou. 
 

Parlamentares que negam votar por acreditar que o texto é prejudicial os mais pobres e idosos também estão equivocados, segundo o pesidente. "Não é verdade. Eles não estão incluídos", destacou. A reforma terá um papel fundamental para assegurar o equilíbrio das contas públicas, disse o chefe do Executivo Federal. "Por incrível que pareça, isso trará uma economia nesses próximos 10 anos de R$ 500 bilhões", declarou. 

Temer ressaltou, ainda, que deficientes também estão excluídos da reforma, e que a idade mínima para aposentadoria não se inicia aos 65 anos para homens, e 62 anos para as mulheres. "Hoje, quem quer se aposentar-se, aposenta-se com 55 anos, no caso dos homens, e 53 anos, no caso das mulheres. E, ao longo de uma enorme transição, de 20 anos, que vai chegar aos 65 anos e 62 anos", sustentou. 

Para o peemedebista, só há uma única explicação para ser contrário à reforma. "A única razão é porque ela alcança os servidores públicos que ganham mais de R$ 5,3 mil, que é o teto da Previdência Social, que estamos equiparando com o setor público", afirmou. Temer ressaltou que o único prejuízo que os servidores terão é a necessidade de participar de uma Previdência complementar. "Que, de resto, já existe na União federal", frisou. 

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