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Estado de Minas

Temer faz críticas veladas a Maduro e cobra democracia na Venezuela

Para o peemedebista, Maduro age contra a liberdade de expressão e os direitos humanos, sem respeitar a separação dos poderes


postado em 21/12/2017 14:28 / atualizado em 21/12/2017 15:00

Os valores democráticos na América do Sul devem ser preservados e defendidos a todo o custo. Foi com esse discurso que o presidente da República, Michel Temer, fez críticas veladas nesta quinta-feira (21/12) ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na 51ª Cúpula de Chefes do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Para o peemedebista, Maduro age contra a liberdade de expressão e os direitos humanos, sem respeitar a separação dos poderes.

A democracia, disse Temer, foi reconquistada na América do Sul com grande custo. “Cabe a nós defender os valores fundamentais para a nossa sociedade e para o nosso desenvolvimento de integração”, afirmou. Para o chefe do Executivo Federal, que passou hoje a presidência rotativa do Mercosul para o presidente do Paraguai, Horácio Cartes, a defesa da democracia não significa impor políticas a “ quem quer que seja”.

 

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“O pluralismo é a própria essência da democracia. Defender a democracia significa, isso sim, manter fidelidade aos compromissos que assumimos ao longo de duas décadas. Significa dar concretude aos compromissos, naqueles momentos em que direitos fundamentais são postos em cheque. Por isto que, quando suspender por comum acordo a Venezuela do Mercosul, estamos e continuaremos a estar ao lado da liberdade de expressão, da separação dos poderes, e dos direitos humanos”, declarou.


Volta ao Mercosul 


Temer assegurou, ainda, o desejo de que a democracia na Venezuela seja recuperada para que o país possa voltar ao bloco. “Onde será recebida, naturalmente, de braços abertos. O Mercosul, pela ação das várias presidências, está cada vez mais forte”, avaliou. No discurso, Temer fez um balanço de sua presidência a frente do bloco. “Consolidamos e ampliamos, em 2017, nossa agenda de negociações externas. Durante todo o período que presidiu Macri (Maurício, presidente da Argentina, antecessor de Temer), e quando assumimos. Em setembro, entrou em vigor o acordo de livre comércio entre o Mercosul e Egito. Em 10 anos, chegarão a zero as tarifas de praticamente todos os produtos que comercializamos. No começo do ano, estreitamos os laços do Mercosul com a Aliança do Pacífico”, destacou.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes também comemorou os acordos firmados pelo Brasil e enfatizou a importância do Mercosul. Para o tucano, o bloco tem, por objetivo, melhorar a vida dos povos sul-americanos, gerar mais prosperidade, e construir uma plataforma de inserção dos países no mundo. “E o nosso agrupamento existe, também, para unir e para contribuir para que a América do Sul continue sendo uma zona de paz e de cooperação”, ponderou.

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