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Estado de Minas

Ex-presidente Dilma discursa em defesa de Lula durante manifestação

m manifestação na capital gaúcha, a ex-presidente Dilma Rousseff diz que ter alternativa ao nome de Lula é "covardia". Jaques Wagner, um dos nomes que chegaram a ser aventados, afirma que só "em caso de emergência"


postado em 23/01/2018 13:14 / atualizado em 23/01/2018 14:26

Ver galeria . 10 Fotos Simone Kafruni/Esp. CB/D.A Press
(foto: Simone Kafruni/Esp. CB/D.A Press )


Porto Alegre - A ex-presidente Dilma Rousseff garantiu, nesta terça-feira (23/1) durante discurso no ato Mulheres pela Democracia e pela Defesa do Direito de Lula ser Presidente, em frente à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que o Partido dos Trabalhadores (PT) não tem plano B para a candidatura à Presidência da República. “Plano B é covardia e se tem uma coisa que nós não somos é covarde. É Lula presidente”, bradou, em cima de um carro de som improvisado pela organização do evento, já que o Palácio Farroupilha, sede do Legislativo gaúcho, ficou sem energia no horário do evento, marcado para as 9h30min.
 

De acordo com a ex-presidente, Lula tem mais de 40% das intenções de voto. “O golpe tentou nos destruir. Eles não conseguiram nos destruir, mas vimos surgir uma extrema direita de quem defende tortura”, afirmou Dilma, que foi torturada durante a ditadura militar. Sobre o julgamento de Lula, que ocorre nesta quarta-feira, às 8h30, pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, Dilma disse esperar que o Judiciário brasileiro “resgate o fato de que o país vive numa democracia”. “A Justiça tem que ser cega em uma democracia. Não pode condenar sem provas”, assinalou.
 
Segundo a ex-presidente, as manifestações mostram a força do povo brasileiro. “Precisamos mudar o país. O Lula não é radical. Só não é uma pessoa que negocia suas próprias convicções. O lado dele é o povo brasileiro”, discursou.
 

Em caso de emergência

 
Com o nome cotado para ser um eventual substituto de Lula caso o ex-presidente perca o registro de sua candidatura, o petista baiano Jaques Wagner afirmou que só considera essa hipótese em caso de emergência. “Não temos plano B porque, quando se traça uma estratégia, que neste momento é a luta pela prova de inocência do Lula, não tem desvio no caminho. Pode vir a ter uma interdição”, afirmou.
 
“Eu sou candidato a senador, atualmente sou secretário e vou me afastar em março para lançar minha candidatura a senador. Confesso que teria muito orgulho de um dia vir a ser presidente, mas não quero, sou amigo do Lula há 40 anos. Porém, eventualmente, em uma situação de emergência, se houver um transitado em julgado que diga que não tem registro da candidatura de Lula, isso pode ocorrer”, comentou.
 
Por enquanto, no entanto, Wagner fez questão de ressaltar que toda a energia do partido está voltada para a questão jurídica. “Eu vou continuar dizendo que não tem plano B. Por tudo o que se falou no mundo inteiro sobre a sentença do juiz Sérgio Moro, não se pode dar como líquido e certo que vamos perder no TRF4. E ainda existem outros recursos”, concluiu. 






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