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Estado de Minas

'Agora quero ser candidato a presidente', diz Lula, após condenação

Quero que me peçam desculpas pela quantidade de mentiras que proferem sobre mim há quatro anos", disse o ex-presidente


postado em 24/01/2018 21:04 / atualizado em 24/01/2018 22:00

(foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
(foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

 
"Agora quero ser candidato a presidente da República", afirmou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante de uma multidão de simpatizantes em São Paulo, após ser condenado nesta quarta-feira (24/1) a doze anos de prisão por corrupção.
 

Os juízes "sabem que não cometi nenhum crime", declarou Lula, presidente entre 2003 e 2010. "Quero que peçam desculpas pela quantidade de mentiras que eles estão contando contra mim já faz quatro anos", acrescentou.

"Eles podem cassar meu direito de ser candidato. Eu quero disputar com eles a consciência do povo brasileiro", acrescentou com voz rouca, sendo ovacionado.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre, confirmou a condenação de Lula por corrupção e lavagem de dinheiro e aumentou a sentença inicial, de nove anos e meio de prisão, para 12 anos de reclusão, embora ainda disponha de recursos para evitar a prisão.

Lula, de 72 anos, foi considerado culpado de ser o beneficiário de um apartamento tríplex, ofertado pela empreiteira OAS em troca de sua mediação para obter contratos na Petrobras. 

A condenação em primeira instância havia sido proferida em julho pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito das investigações da Operação "Lava Jato", que investiga um enorme esquema de propinas pagas por empreiteiras a políticos de todas as tendências para obter contratos na petroleira.

"Primeiro, eu nunca tive nenhuma ilusão com a decisão do tribunal. Eu nunca tive nenhuma ilusão com o comportamento de juízes na questão da 'Lava Jato'", disse Lula, que atribui as denúncias contra si a "um pacto para acabar com o PT", o Partido dos Trabalhadores, que ele cofundou nos anos 1980.

"Eles não podem prender as ideias, não podem prender a esperança. Podem prender o Lula, mas a ideia está colocada na cabeça da sociedade brasileira", prosseguiu.

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