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Estado de Minas

'Eu não passei a existir no impeachment', diz Janaina Paschoal

A advogada do impeachment deu um 'aviso' aos jovens que estariam sendo arregimentados por lideranças petistas para ir às ruas contra a prisão de Lula


postado em 26/01/2018 10:38

Janaína Paschoal mostrou 'preocupação' com os jovens 'revolucionários'(foto: Edílson Rodrigues)
Janaína Paschoal mostrou 'preocupação' com os jovens 'revolucionários' (foto: Edílson Rodrigues)
 
A advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment que acabou derrubando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) acusou os líderes petistas, nesta sexta-feira (26/1), de fomentar uma "revolução" que pode levar à morte de jovens. “O discurso deles não é novo! Esse ódio vem sendo incutido nas mentes há anos. Eu sei bem o que estou falando. Sabe o que eles querem? Eles querem que um estudante romântico morra, para eles terem novos discursos e sequestrarem outras mentes”, afirmou pelo Twitter.
 
 
Adepta de longos ‘desabafos’ divididos em tópicos em seu perfil no Twitter, chamado @JanainaDoBrasil , Paschoal afirmou que alguns podem dizer que ela é louca, mas justificou a fala, alegando que ela não gosta de injustiça e, por isso, achou correto avisar. 

“Eu não passei a existir no impeachment. Para chegar ao ponto de pedir o impedimento de uma presidente, assisti esses discursos por anos. Até palestra no MST eu ministrei”, disse.
 
 

Os "alvos" do discurso dos aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que criticam a decisão judicial de condená-lo a pena de 12 anos e um mês pelo caso do triplex no Guarujá –, segundo Janaína, são os jovens e menos favorecidos.  

“Quando saírem às ruas e quebrarem as coisas (públicas ou privadas) e, eventualmente, como sugerido por uma senadora, "matarem gente", eles dirão que não têm nada a ver com isso”, afirmou a advogada, se referindo a uma fala da senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), de que para prender Lula vai ser preciso matar gente.

A advogada do impeachment disse não se preocupar com os “seguidores do petismo de vida mais estável”, mas com os mais vulneráveis.

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