Publicidade

Estado de Minas

Sem "prova de vida", Temer não recebe aposentadoria há dois meses

Presidente deveria ter feito um recadastramento anual obrigatório no mês de seu aniversário


postado em 01/02/2018 19:05 / atualizado em 01/02/2018 20:19

(foto: AFP PHOTO / Sergio LIMA)
(foto: AFP PHOTO / Sergio LIMA)

 
Empenhado em aprovar a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer não recebe a própria aposentadoria há dois meses. Isso porque o peemedebista não realizou o recadastramento anual obrigatório, também conhecido como 'prova de vida'. O recadastramento deve ser feito sempre no mês de aniversário do beneficiário. Temer completou 77 anos em 23 de setembro. Como não fez a prova de vida, o presidente, automaticamente, teve o pagamento suspenso nos meses seguintes — novembro e dezembro.
 

A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Corrreio. Em nota, a São Paulo Previdência explicou como funciona a suspensão automática do benefício, mas ressaltou que a situação do presidente "já está sendo regularizada".

Temer se aposentou como procurador do Estado de São Paulo em 1996, aos 55 anos de idade. De acordo com o Portal da Transparência do governo paulista, em outubro — mês do último pagamento —, o valor bruto da aposentadoria do presidente foi de R$ 45.055,99. Porém, como o valor está acima do teto constitucional, precisa ser descontado. Assim, o benefício líquido recebido pelo peemedebista foi de R$ 22.109,94.
 
De acordo com a SPPrev, "não houve alteração na remuneração". Por isso, quando a situação for regularizada, o presidente voltará a receber o mesmo valor.
 
Ainda conforme a SPPrev, para realizar o recadastramento, o próprio beneficiário deve comparecer a uma das unidades de atendimento da autarquia ou a uma agência do Banco do Brasil, portando um documento oficial com foto, CPF e comprovante de residência atualizado. 

Procurada pela reportagem, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou que Temer não fez o recadastramento por "falta de tempo". Contudo, tão logo ficou sabendo, o presidente teria regularizado a situação. A Secretaria não soube informar, no entanto, quando o benefício deve voltar a ser pago, já que esse retorno dependeria do sistema da SPPrev.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade