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Diretor-geral da PF nega que inquérito contra Temer será arquivado

Em resposta, Segóvia disse que foi mal interpretado e que as declarações foram tiradas de contexto. Ele vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quarta-feira prestar esclarecimentos ao ministro Roberto Barroso

Antonio Temóteo
postado em 10/02/2018 21:14
Em resposta, Segóvia disse que foi mal interpretado e que as declarações foram tiradas de contexto. Ele vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quarta-feira prestar esclarecimentos ao ministro Roberto Barroso
Em mensagem enviada a um grupo de delegados aposentados, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Sevogia, afirmou que, em momento algum disse que o inquérito contra o presidente da República, Michel Temer, seria arquivado. ;Acompanho e acompanharei com o cuidado e a atenção exigida todos aqueles casos que possam ter grande repercussão social, é meu dever, é o que caracteriza o cargo de direção máxima desta instituição, é o que farei;, disse. ;Asseguro a todos os colegas e à sociedade que estou vigilante com a qualidade das investigações que a Polícia Federal realiza, sempre em respeito ao legado de atuações imparciais que caracterizam a PF ao longo de sua história;, acrescentou.



Em resposta, Segóvia disse que foi mal interpretado e que as declarações foram tiradas de contexto. Ele vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quarta-feira prestar esclarecimentos ao ministro Roberto Barroso. O magistrado relator do inquérito que investiga se o chefe do Executivo recebeu alguma vantagem da empresa Rodrimar, que opera áreas do Porto de Santos. Em entrevista à agência Reuters, na última sexta-feira, Segóvia afirmou que, até o momento, as investigações não comprovaram qualquer pagamento de propina ao presidente e nem há indícios de que o decreto editado por Temer beneficiou a Rodrimar.

Leia abaixo a mensagem enviada por Segovia:

Caros Servidores,

Afirmo que em momento algum disse à imprensa que o inquérito será arquivado. Afirmei inclusive que o inquérito é conduzido pelo DPF Cleyber e sua equipe, com toda autonomia e isenção, sem interferência da Direção Geral.

Acompanho e acompanharei com o cuidado e a atenção exigida todos aqueles casos que possam ter grande repercussão social, é meu dever, é o que caracteriza o cargo de direção máxima desta instituição, é o que farei.

Foi com este espírito que, em articulação com 13a Vara da Justiça Federal em Curitiba, reforçamos a equipe à disposição da Lava-Jato, dobramos o número de policiais à disposição do Grupo de Inquérito Especiais, dotamos a unidade de meios, reservando quase integralmente uma ala do Edifício Sede. Assim também agimos, providenciando meios, em muitas investigações que ainda correm em fase velada. Também assim procedemos quando com altivez lutamos e conseguimos a definitiva implementação do adicional de fronteira, demanda histórica de nossos colegas lotados em alguns casos nas inóspitas e carentes regiões fronteiriças.

Reafirmo minha confiança nas equipes que cumprem com independência as mais diversas missões. É meu compromisso na gestão da PF resguardar os princípios republicanos. Asseguro a todos os colegas e à sociedade que estou vigilante com a qualidade das investigações que a Polícia Federal realiza, sempre em respeito ao legado de atuações imparciais que caracterizam a PF ao longo de sua história.

Fernando Queiroz Segóvia Oliveira
Diretor-Geral da Polícia Federal

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