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Correio Braziliense

No sul do país, Chuí espera pelos benefícios da estabilidade do real

Duas décadas depois do lançamento da moeda, a economia ainda fraqueja

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postado em 30/06/2014 08:00 / atualizado em 01/07/2014 12:09

Diego Amorim - enviado especial

Zuleika de Souza/CB/DA Press

Chuí (RS) — Isolado e esquecido no extremo sul do país, o Chuí é o retrato de um Brasil que quer dar certo. Nos seis pontos de fronteira com o Uruguai, o município de 5,9 mil habitantes — entre legítimos gaúchos, uruguaios com dupla cidadania e imigrantes árabes — ainda espera pelo desenvolvimento de verdade.

Nos últimos 20 anos, se o Plano Real deu estabilidade ao Brasil, a pequena cidade gaúcha manteve o histórico de oscilações de regiões situadas nas bordas do país, flutuando de acordo com o câmbio. Quando a moeda nacional está valorizada, a economia local se enfraquece. É o lado uruguaio que fatura. Mas, caso o real perca força ante o dólar, os ganhos no Chuí são visíveis. Os consumidores vizinhos vêm gastar do lado brasileiro.

Quando o real foi lançado, em 1994, o Chuí era um distrito de Santa Vitória do Palmar. A autonomia veio três anos depois, mas, desde então, as principais transformações se restringem à consolidação dos requintados free shops do lado uruguaio. O município, de apenas 17 anos, ainda depende muito de repasses do governo para sobreviver. O varejo local, o campo e a prefeitura garantem o emprego dos moradores, que têm, em média, renda mensal de 1,5 salário mínimo (R$ 1.086).

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Embora os free shops estejam na Chuy com “y”, do lado uruguaio, é nas antigas lojas brasileiras que a maioria das pessoas encontra trabalho com mais facilidade. “Do lado de lá, os patrões não assinam carteira e empregam até menores. Pode tudo, pois não existe fiscalização”, afirma uma vendedora de 19 anos, recém-contratada no Uruguai.

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