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Correio Braziliense

Valorização do real quase minou o comércio do Chuí nos últimos anos

Do lado brasileiro da fronteira, estabelecimentos fecharam as portas com o fim da hiperinflação: em duas décadas, número de lojas caiu pela metade

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postado em 30/06/2014 18:05 / atualizado em 01/07/2014 12:09

Diego Amorim - enviado especial

Chuí (RS) — A valorização do real quase minou o comércio do Chuí. Antes do fortalecimento da moeda brasileira, os lojistas nem precisavam abrir as portas para faturar alto. Só a correção da inflação garantia lucros exorbitantes de um dia para o outro. A virada do câmbio e o fim do período de hipercarestia, no entanto, inverteram a lógica do ganho e empurraram o lado gaúcho da fronteira para o ostracismo.

Hoje, fica evidente um maior atraso na parte onde se fala o português mais claro. As lojas de tecidos, roupas e materiais de construção — a maioria sem reforma desde o lançamento Real — contrastam com a modernidade e o glamour nos free shops da Chuy com “y”, em constante atualização pelos investidores e por representantes de marcas internacionais.

Leia outras reportagens no Especial 20 anos do Real

Em 20 anos, o número de estabelecimentos do lado brasileiro caiu pela metade. E os cerca de 300 sobreviventes — a maior parte, palestinos — só não desistiram do negócio porque os uruguaios continuam atravessando a rua para comprar, ajudando a garantir uma demanda mínima. “Ainda vale a pena”, diz o uruguaio Rubem Quadrado, 36 anos, ao fazer a feira no Brasil, onde o mesmo produto pode custar até três vezes menos. Na média, R$ 1 vale 8 pesos.

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