Camelôs disputam clientes e mercado informal ganha força no Chuí

Os free shops não são os únicos a movimentarem a economia da fronteira

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postado em 30/06/2014 18:17 / atualizado em 01/07/2014 12:08

Diego Amorim - enviado especial

Zuleika de Souza/CB/DA Press

Chuí (RS)
— Não são apenas as marcas internacionais expostas nos free shops que instigam a vontade dos brasileiros de consumirem do outro lado da fronteira. “Não deve ter meia no Brasil, porque nunca vi um povo para gostar tanto de meia”, comenta a uruguaia Lorna Gomes, 31 anos, que, há três, conseguiu autorização para trabalhar no meio da rua, em frente às lojas livres de impostos. Como ela, existem cerca de 70 camelôs fixos nas calçadas da Avenida Brasil.

“Aqui é tudo chinês. Vou a Montevidéu todo mês pegar mercadoria”, conta Lorna, mostrando as camisas de times e seleções, além das meias, claro. A margem de lucro varia de 30% a 50%. Casada com um frentista e pai de um garoto de 4 anos, ela nunca teve carteira de trabalho, mas não reclama de falta de oportunidade.

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Desde quando a moeda brasileira ainda era o cruzeiro, o uruguaio Raul da Rosa, 67, usa uma carroça para fazer frete e ganhar a vida. Com o jeitão desconfiado e sem falar uma palavra em português, diariamente ele se esparrama em uma cadeira de praia posicionada exatamente no limite entre Brasil e Uruguai.

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