Texto e fotos por Zuleika de Souza
Desde que o homem começou a desenhar nas paredes das cavernas nunca mais parou. Andando pelas cidades do DF, vemos muitas paredes coloridas, muitas pichações e grafites. Os muros são um canal de comunicação direta com a freguesia. Anúncios pintados em várias cores, grafados de todo jeito, em portões, grades, janelas, paredes e muros, do jeito que o artista sabe. Declarações de amor, resquícios da última ou da penúltima copa, anúncios de pequenos serviços e comércios são uma foram a de aproveitar o espaço externo. Uma vantagem de quem mora em uma casa!
 | |
Por que será que alguém escreve “Aqui não arrumamos roupas. Ok!”, está escrito em um bem-humorado portão na Vila Estrutural. Quem sabe o morador tenha sido muito perturbado com a atividade do antigo dono ou dona do muro? Na “Finlândia”, apelido das últimas quadras da Ceilândia, já beirando o Goiás, as tábuas da igreja Casa de Oração Ômega, o “encino da palavra”, desensina o português. Nessa propaganda informal, o que importa é passar o recado.
Nos bairros mais populares, vende-se de tudo: dominó, casa, carro, frutas, ferro-velho, roupas, pirulito, móveis. O que mais se vende é o “din-din” ou “dindim” ou “dimdim”. Em quase todo quarteirão, tem alguma casa que tem a ajuda da iguaria no orçamento. Aos erros ortográficos, é permitida uma certa licença poética. Dad, como escreve “din-din”?
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda