Dia da mulher

Digital feminina

Conheça quem são as peritas que ajudam a identificar corpos, pessoas ausentes e a fazer retratos falados para solucionar crimes no DF

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postado em 08/03/2015 08:00

Juliana Contaifer

Dentro da carreira policial, a função de perito papiloscopista é das mais importantes. Frequentemente associadas ao estudo das impressões digitais, esses profissionais não são apenas responsáveis por fazer as carteiras de identidade. São eles quem analisam os fragmentos de cenas de crimes, identificam pessoas perdidas, mortos sem identificação, criam retratos falados e fazem reconhecimento facial de imagens de câmeras ou fotografias. Dão um norte à investigação policial, apontam suspeitos e inocentam pessoas incriminadas injustamente.

Se a rotina é intensa e emocionalmente carregada, ser mulher nessa situação tem prós e contras. Enquanto são mais detalhistas, pacientes e jeitosas com as vítimas, as mulheres também se envolvem mais, se emocionam mais. Não é para menos — um caso de criança desaparecida, por exemplo, lembra os filhos, e os de estupro poderiam muito bem ter acontecido com qualquer uma delas.

"A investigação policial acontece em conjunto e a autoridade policial precisa de subsídios. Muitas vezes, nós fornecemos o que é importante, encontramos um rumo", explica a perita papiloscopista Fabíola Cruz, 45 anos. Não existe preconceito com elas — ainda mais porque existem muitas e alguns departamentos, inclusive, as têm em maior quantidade —, mas a própria natureza feminina, de ser mais sensível, interfere no dia a dia.

Não que seja algo ruim. Por se envolverem mais, elas sentem-se muito mais satisfeitas ao ajudar a solucionar um crime. Talvez por isso, sejam mais dedicadas, recusem-se a desistir com facilidade. "Eu me coloco no lugar da família que está sofrendo. Para dar paz a eles, viro noites, trabalho nos fins de semana. E, depois que me tornei mãe, essa identificação aumentou. Quero trazer justiça para que os meus filhos vivam em um mundo melhor", conta a perita.

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