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Editoras lançam livros de colorir para adultos e brasilienses aderem à moda

Lápis de cor e canetinhas não são mais exclusividade para as crianças, agora eles também são itens de desejo para os mais velhos

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postado em 15/03/2015 08:00 / atualizado em 21/03/2015 16:41

As crianças que tomem cuidado: agora, elas vão ter de disputar o material escolar. Usar lápis de cor e canetinhas faz parte de uma tendência que se espalhou pelo mundo: os livros de colorir para adultos. A professora Altidel Cardoso, 54 anos, ganhou um apontador e uma caixa de giz do sobrinho de 6 anos. "Mas tudo tinha um interesse", brinca. "Gabriel queria pintar o meu livro também e fica indignado porque eu não deixo." Com a pouca idade, ele não faz questão de respeitar os contornos mais complexos dos desenhos de Jardim secreto, uma das publicações mais famosas do gênero. A obra traz ilustrações inspiradas na fauna e flora da Escócia, onde a autora, Johanna Basford, reside, e ultrapassou a marca de 1 milhão de cópias vendidas no mundo — mais de 45 mil exemplares nas livrarias brasileiras.


Cada página apresenta um conjunto de flores e folhas cuidadosamente desenhadas e esconde algumas pequenas criaturas, em uma proposta de "caça ao tesouro antiestresse". Todos os traços foram feitos à mão, no papel. A mente por trás do projeto se define como uma ilustradora que prefere as canetas e os lápis em vez de pixels, as imagens feitas no computador. "Eu crio arte analógica para um mundo digital", afirma Johanna em seu blog. Para Johanna, desenhar à mão parece mais autêntico, apaixonado e pessoal, um processo que captura a emoção. Esse retorno ao trabalho manual é um dos principais motivos para a conquista de tantos leitores (ou "pintores"). Um deles é a empresária Ivna Santos, 39 anos.


Zuleika de Souza/CB/D.A Press.


Ela conta que, na primeira vez em que mostrou o livro a outras pessoas, algumas estranharam. "Uma amiga até brincou e me ofereceu o trabalhinho de escola dos filhos dela", ri. Mas os benefícios de pintar vão além do jardim de infância. Ivna percebeu que colorir ajuda a melhorar atenção e a ter um tempo para ela mesma.


"Eu fico tão concentrada no desenho que me esqueço de qualquer coisa ao meu redor: televisão, música, latido dos cachorros, redes sociais. É ótimo se desconectar um pouco e se concentrar em si e nos próprios pensamentos." Assim, ela relata que as emoções e a mente ficam em ordem mais fácil. A autora do livro se identifica com o sentimento. "Quando estou criando uma obra, eu me sinto completamente absorvida. É como estar em um bolha sem nenhuma internet para se distrair! Imagino que as pessoas se sentem assim ao colorir os desenhos", disse Johanna à Revista.

 
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