REPORTAGEM CAPA

Minha pequena festa

Do batizado ao jantar de noivado, a Revista reuniu dicas de especialistas e de quem costuma colocar a mão na massa para ajudar você a organizar eventos

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postado em 05/04/2015 08:00 / atualizado em 04/04/2015 15:20

Rafael Campos

Arquivo pessoal/Simone Teixeira


Qualquer comemoração que tenha até 150 convidados é, dentro da classificação normativa de eventos, de pequeno porte. O que, nem de longe, quer dizer que ela se tornará mais simples. Afinal, não importa que sejam cinco amigos visitando o seu apartamento ou dezenas de crianças desesperadas por brigadeiro, você vai querer ser um bom anfitrião.

"O tamanho vai depender do público-alvo, do número de serviços contratados e de que tipo de serviços serão esses. Para isso, é preciso entender do mercado, do que está na moda e do que está sendo usado para cada comemoração", explica Sandra Mara Tabosa de Oliveira, professora do curso técnico em eventos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB).

Mesmo que você não pretenda se tornar um especialista em produção de festas, receber bem exige cuidados que envolvem conhecimentos na área, seja na hora de buscar o melhor biscuit da cidade, seja na escolha do DJ mais apropriado. Nas celebrações menores, há um detalhe adicional que as torna ainda mais especiais: por conhecer melhor os convidados, você pode fazer com que eles se sintam ainda mais à vontade.

"Existem muitas possibilidades para ser criativo. Quem pretende fazer uma festa em casa precisa ter uma grande capacidade de organização mental, além de um esforço de ordenação inserido em um cronograma pré-estabelecido, e ser proativo e detalhista", acrescenta Sandra. Ficou empolgado? Então siga o nosso guia para conhecer não apenas aqueles que adoram ser responsáveis por suas próprias comemorações, mas para saber quais dicas vão fazer sua festa inesquecível.

O que fazer antes da festa?
Por Sandra Mara Tabosa de Oliveira, professora do curso técnico em eventos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB)

- Faça um checklist.

- Coloque todas as informações em um mesmo lugar. Assim, você não se perde.

- Tenha uma perspectiva de valores e da qualidade dos serviços que você quer oferecer.

- Pesquise muito.

- Esteja atento à segurança do que está sendo oferecido — isso pode refletir na contratação de um serviço mais caro. Só que, ao mesmo tempo, você terá mais certeza da qualidade.

- Não centralize as operações: conheça os fornecedores que você contrata. As mídias sociais hoje são uma vitrine para quem trabalha nesse setor. "Gostou de um casamento? Conheça o bufê, faça uma visita, entre na internet, busque informações sobre ele, entre em contato com órgãos relativos a eventos etc."

- Mantenha a planilha de custos atualizada e com um limite: quanto você tem e até quanto pode gastar.

Por Leninha Camargo, chef do Grand Buffet
- Estabeleça a lista de convidados.

- Defina a data.

- Encontre o local ideal: leve em conta, por exemplo, se o espaço comporta o número de pessoas definido. Fatores como o tipo de festa (mini- wedding, aniversário, encontro com amigos, reunião de trabalho etc.), definem o melhor espaço, o dia da semana, o tipo de alimentos e bebidas e até as atrações que poderão ser incluídas.

- Trace o perfil dos convidados para pensar nos serviços de alimentos e bebidas. Fatores como idade influenciam decisivamente a escolha do que será servido. "Por exemplo, se são pessoas mais velhas, o mais adequado seria um serviço de empratados em vez de bufê americano, que provoca filas. Num grupo mais jovem, os miniempratados ou os serviços de ilhas, são muito bem-vindos."

- Caso a festa ocorra em casa e você opte por comprar a comida, faça orçamentos com profissionais/empresas gabaritados e que têm estrutura para atender. Alguns bufês oferecem serviço completo (que inclui alimentos e bebidas, materiais e mão de obra), mas é possível comprar pratos prontos em rotisseries e empórios.

- A decoração do ambiente é também definida em função do perfil dos convidados e do menu definido. Se a opção for por miniempratados, não se colocam mesas postas. Como o serviço não depende do uso de talheres, pode ser feito em lounges com sofás, bistrôs, balcões comunitários, etc. Já para um jantar empratado ou em bufê americano, é necessário que todos os convidados estejam sentados à mesa.

- Faça o convite — por escrito ou, informal, por telefone —, mas peça confirmação. Dessa forma, você poderá ser o mais assertivo possível, evitando a contratação desnecessária de todos os itens, principalmente de alimentos e bebidas.


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