ARTE

De Brasília para o cybermundo

Imagens das obras de Athos Bulcão vão ser inseridas no banco de dados do Instituto Cultural do Google

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postado em 05/04/2015 08:00 / atualizado em 03/04/2015 18:27

Olívia Meireles - Especial para o Correio /Especial para o Correio

Joana França/divulgação; Nicolau El-moor/divulgação; Edgard César/divulgação

Em comemoração aos 55 anos do aniversário de Brasília, a Fundação Athos Bulcão (Fundathos) foi convidada pelo Instituto Cultural do Google a disponibilizar obras do emblemático artista na plataforma. Já fazem parte da iniciativa museus de primeira grandeza, como a Pinacoteca de São Paulo, o Musée d’Orsay (Paris) e Rijksmuseum (Amsterdã). "Esse projeto ajuda a colocar a capital do Brasil no mapa das artes mundiais, pois Athos tem uma grande influência nos artistas das mais diferentes gerações do Distrito Federal. Agora, ele também pode instigar outros pintores, de diferentes lugares do Brasil e do mundo", celebra Wagner Barja, diretor do Museu Nacional da República.

O próprio Athos, ao colocar seu trabalho fora dos museus, democratizou suas criações, tornando-as acessíveis a todos. "As novas tecnologias e suas mídias alcançam um público de idades, culturas e classes sociais das mais variadas possíveis", avalia Valéria Cabral, secretária executiva da Fundathos. A curadoria foi feita pela própria fundação e privilegiou as obras afetivamente ligadas à capital federal, onde o artista carioca alcançou a excelência técnica e a maturidade conceitual. Foram selecionados os painéis da Igrejinha, alguns do Itamaraty e também o do Congresso Nacional. O material, contudo, ainda não tem data para ir ao ar.

Como é primeira exposição virtual da instituição, com potencial acesso mundial, serão apresentados, inicialmente, apenas os painéis de azulejos. Mais para a frente, serão elaboradas outras mostras, com os trabalhos de ateliê e plantas de projetos. Athos dominou diferentes técnicas e explorou vários suportes, como pintura, fotografia, escultura, serigrafia, cenografia, desenho a mão livre e design de objetos. "O trabalho dele não encontra barreiras culturais para ser admirado. É acessível, lúdico e de fácil entendimento. Divulgá-lo, torná-lo acessível e admirado, no Brasil e no no Exterior, fará com que seja sempre mais respeitado", analisa Valéria Cabral.

Foi esse potencial que atraiu o Instituto Cultural do Google. "A coleção foi escolhida por ser tão relevante ao contexto arquiteônico, histórico e artístico brasileiro", explicou Alessandro Germano, diretor de parcerias do Google Brasil. A Fundação Athos Bulcão será integrada a um grupo com 600 parceiros em 70 países diferentes, e as obras do artista dividirão espaço com 6 milhões de outras imagens. A instituição tem como objetivo organizar informações históricas e artísticas e liberar conteúdo para qualquer pessoa com acesso à internet.

Para isso, o projeto tem parcerias com as principais instituições (museus, fundações, galerias) ao redor do mundo — como o Museu de Arte de São Paulo, a Fundação Nelson Mandela e o Centro de Documentação da revista Life. Imagens, documentos, relatos, vídeos são compartilhado on-line de uma maneira didática. É possível encontrar as obras pelo título, pelo nome do artista ou até pelo contexto histórico. No Brasil, desde 2012, o Google vem fechando parcerias com as principais centros culturais do país, mas essa é a primeira vez que contempla Brasília.
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