BELEZA

O guia da sobrancelha

Fina ou grossa? Depilada na linha ou na pinça? Saiba como tomar as decisões acertadas para o equilíbrio do seu rosto

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postado em 05/07/2015 08:00 / atualizado em 05/07/2015 12:28

Juliana Contaifer

 

AFP PHOTO/ TIZIANA FABI


"A imagem de uma pessoa é formada por um conjunto de coisas e ações, mas uma expressão, sem dúvida alguma, pode dizer ou contradizer o que você é ou pode ser. Quando se muda ou altera traços de uma sobrancelha, é possível alterar positivamente ou negativamente uma fisionomia, uma expressão facial", afirma Jane Muniz, diretora técnica do Spa das Sobrancelhas. Segundo a designer de sobrancelhas Gabriela Fontenelle, a sobrancelha é mais importante do que o cabelo. "Se acorda com o cabelo ruim, é só prender. Se a sobrancelha estiver bonita, benfeita, é só passar rímel e batom. E pronto."

O clichê é certo: as sobrancelhas são a moldura do olhar. Sem elas, fica difícil marcar as expressões — tanto que, na época do cinema mudo, as sobrancelhas eram desenhadas para ajudar na interpretação das atrizes e para diferenciar as mocinhas das vilãs. E a importância delas é enxergada a olho nu. Um desenho limpo consegue mudar o rosto de uma pessoa. "É possível fazer praticamente um lifting mudando a sobrancelha. Às vezes, só mudar o desenho já dá aquela levantada no olhar", conta Gabriela.

Hoje, levantamos a bandeira do cuidado com as sobrancelhas e contamos tudo o que é preciso saber sobre o assunto. O primeiro passo? Procure um especialista, que vai medir seu rosto e criar o desenho ideal. Acredite, seu rosto não é tão simétrico quanto você acha — e mudar o formato das sobrancelhas pode restabelecer o equilíbrio.

Liberte as taturanas

Existe moda em todos os segmentos da vida. Roupas, sapatos, maquiagem, comida, cabelo e, claro, sobrancelhas. Hoje, a moda é aceitá-las como são. Não adianta pedir para o profissional imitar as sobrancelhas de Cara Delevigne —elas só funcionam na modelo. Para cada pessoa, o designer deve definir um desenho que se adeque às medidas do rosto. E o jeito de descobrir onde a sua deve começar e terminar passa por um instrumento chamado paquímetro (o nome é feio, mas é um tipo de régua). Daí, baseado nas medidas de cada um, o profissional faz seu trabalho.

"Muita gente não entende que não temos o rosto proporcional, não temos as medidas perfeitas. Com o paquímetro, conseguimos mostrar que uma sobrancelha não é gêmea da outra. São irmãs, e sempre tem uma mais rebelde. Trabalhamos o máximo da igualdade, mas elas nunca vão ser perfeitamente idênticas", explica Gabriela. Além disso, as expressões forçam os músculos da testa e acabam interferindo nas sobrancelhas. Quem consegue levantar só uma, por exemplo, provavelmente a terá mais alta do que a outra.

Mas, para desenhá-las, é preciso ter pelos suficientes. Se, nos anos 1990, a moda era tirar ao máximo, agora passamos por uma fase de "cultivo". Estão disponíveis no mercado vários produtos voltados ao fortalecimento os fios — de medicamentos poderosos a soluções caseiras e à base de extratos naturais.

"Existe uma tendência por sobrancelhas angulosas, quanto à espessura. Se fina, média ou grossa, é mais uma questão pessoal do que moda. Buscamos naturalidade", explica Jane Muniz. Há coisa de 10 anos, as mulheres mudavam de sobrancelha como quem faz luzes no cabelo. O indicado hoje é aceitar o que se tem e evitar tirar muito, mantendo um ângulo para levantar o olhar.

Em termos de técnica, a famigerada pinça nunca sai de cena, já que é com ela que se faz o desenho. Mas a linha é um procedimento indispensável para alcançar sobrancelhas perfeitas. "A linha arranca o pelo pela raiz, sem cortá-lo, além de manter a pele mais forte, firme e esfoliada. A cera acaba queimando a pele e acelerando o processo de flacidez", compara Alessandro Ramalho, master franqueado da Sobrancelhas Design. Por remover quase 95% dos pelos, a linha é aliada na limpeza do desenho e, a longo prazo, diminui o crescimento de pelos na região.

 

 

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