#PaiCompleto: "Sempre quis ser pai, nasci para ter uma família"

O engenheiro César Pessoa de Melo é pai de Laila e Luiza, e não mede esforços para agradar as garotas: brinca, cuida, leva para a escola, para o shopping, para as aulas de esporte, e ainda acorda as filhas com café da manhã na cama

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postado em 24/07/2015 15:50 / atualizado em 24/07/2015 15:51

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

 

Existem vários tipos de pais. Do conservador ao descolado, todos eles possuem um amor incondicional por seus filhos. O engenheiro civil César Pessoa de Melo, 55 anos, se encaixa perfeitamente no jeito paizão de ser. “Eu nasci para ter uma família. Sempre quis ser pai”, afirma com convicção. Ciumento assumido, ele dispensa a maior parte de seu tempo cuidando das duas filhas: Laila, 20, e Luiza, 14.

Entre brigas e brincadeiras comuns a qualquer família normal, ele afirma ser, por vezes, exagerado. “Sou casado há 21 anos e quando minha esposa estava grávida da nossa primeira filha, cheguei a fazer uma coleção de fraldas. Estoquei 400 pacotes e minha esposa ficou muito brava”, conta. César tem o típico perfil do pai coruja, que protege e vive tentando preservar suas filhas dos perigos do mundo.

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Entre muitas histórias divertidas, ele revela que sofreu quando, ainda muito pequenas, suas filhas começaram a ir para a escola. Ele lembra de ficar nervoso só de pensar que as meninas poderiam chorar durante a aula. “Ao lado da escola da Laila tinha um terreno baldio. Eu a deixava no colégio e subia numa grade só para ver se ela estava bem”, pontua. Para ele, fora as preocupações naturais do dia a dia, não há nada de ruim em ser pai. “Minhas meninas são muito ligadas a mim. Quando elas saem, eu fico acordado preocupado com a hora delas voltarem. Ligo toda hora”.

Por ser casado com uma médica que possui uma rotina intensa de trabalho, o engenheiro teve de assumir boa parte do papel maternal. Ele costuma levar as filhas para festas, shoppings e para praticar esportes. De manhã, faz questão de acordar Laila e Luiza com um café da manhã na cama, tudo para agradá-las. Quando está viajando, o engenheiro mantém a prática e acorda as filhas pelo telefone.

Carinho
As meninas reconhecem todo o tempo dispensado e se mostram verdadeiras parceiras do pai. “Sempre que eu jogava vôlei ele fazia questão de ir aos jogos para torcer por mim. Eu passava vergonha por que ele ficava gritando e até levava cartazes”, descreve a filha mais velha. Laila, que é estudante de arquitetura, garante que o pai é companheiro e dedicado. Para que ela tivesse um trabalho fixo antes mesmo de se formar, César abriu uma pequena empresa de engenharia em que a filha já atua como projetista. “Ela já é minha sócia”, se orgulha o pai.

De acordo com a filha caçula, o pai coruja não economiza esforços para ajudá-la nos estudos. Entre as atividades imaginadas e desempenhadas por César, Luiza, que hoje cursa a última etapa do Ensino Fundamental, se lembra de quando o pai montava a tabuada nos degraus das escadas de casa. Tudo para que ela aprendesse a fazer as contas de matemática. Quando a matéria envolvia reações químicas, o pai se arriscava a desenvolver experimentos para que a caçula aprendesse o conteúdo com maior facilidade. “Ele é muito amigo. Até hoje ele vai na minha sala me buscar depois da aula e faz questão de me dar a mão para sair da escola”, conta, sorridente, a filha mais nova.

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