#PaiEsportista: "Mostro aos meus filhos que esporte nos deixa feliz"

Praticante de atividades aquáticas, Eduardo Arcirio aproveita a companhia dos filhos Marcela, Isabella e Bento no Lago Paranoá

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 25/07/2015 08:00 / atualizado em 26/07/2015 10:01

Douglas Carvalho - Especial para o Correio

Eduardo Arcirio/Divulgação
 

 

O esporte é um dos principais meios de interação entre pai e filho: correr, pedalar e jogar bola são algumas maneiras convencionais para intensificar a relação. Mas, para o economista Eduardo Arcirio, 48 anos, velejar é a melhor maneira de deixar os cálculos de lado e aproveitar a companhia dos filhos Marcela, 23, Isabella, 17, e Bento, 1 ano e oito meses. “Mostro aos meus filhos que esporte nos deixa feliz”, conta o carioca, morador do Lago Sul e radicado em Brasília desde 1970.

O gosto de Eduardo por esporte começou na infância por influência (vejam só!) do pai, ex-jogador de vôlei em clubes do Distrito Federal. Mas foi o primo André Pedrosa o responsável por introduzí-lo no windsurf, modalidade rara em Brasília no começo da década de 1980. “O André sempre foi um homem do mar. Velejava e tinha prancha e barco”, relembra. E foi em uma das férias de verão na casa do tio, no Lago Norte, que ele descobriu o esporte, aos 15 anos.

O carioca conta que o dia a dia no trabalho é exaustivo. Gestor na área de controladoria de finanças, ele alivia o estresse rotineiro sempre antes do expediente. “Costumo me exercitar por volta das 7h, para chegar ao trabalho mais relaxado”, explica o ex-triatleta Eduardo sobre o hábito de correr e malhar seis vezes por semana. O objetivo? Manter a forma física para suportar o peso da vela no Lago Paranoá.

Caçula esportista

Na casa de Eduardo, ele não é o único que costuma levantar da cama enquanto o sol nasce. “Às vezes o Bento coloca o tênis dele e me acorda dizendo ‘vamos correr, papai?’. Não tenho como negar”, brinca o economista, que já viajou à Espanha, Estados Unidos e Itália por causa de competições de windsurf. O pai afirma que o caçula da família ainda não tem idade suficiente para começar a velejar, mas que tentará mostrar ao filho o prazer do esporte sobre as águas.

Eduardo acrescenta que as filhas não praticam esporte com tanto afinco quanto ele, mas, sempre que possível, torcem nas competições. Marcela Arcirio, a mais velha, conta que tem aversão a atividades aquáticas e, por isso, prefere ficar mesmo só na torcida.

Isabella Arcirio, no entanto, já se arriscou sobre a vela. “Fiz algumas aulas de windsurf quando tinha 11 anos”, recorda a jovem, que também se aventurou no wakeboard — esporte praticado com uma prancha sobre a água — e no stand up paddle — surfe sobre prancha com o auxílio de um remo. Sempre ao lado do pai.

A atual rotina de estudos de Isabella reduz o tempo disponível para acompanhar Eduardo nos esportes. Mas a jovem já traça planos de voltar às aventuras aquáticas com ele após o ingresso no curso de psicologia da Universidade de Brasília (UnB), principal meta da jovem atualmente.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.