DESIGN

Cadeiras de grife

Peças assinadas imprimem conceitos e experiências inovadores aos ambientes

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postado em 26/07/2015 08:00 / atualizado em 25/07/2015 22:08

Juliana Contaifer

Domingo Arquitetura/Divulgação


Vários arquitetos famosos já se dispuseram a desenhar cadeiras — e são famosos por isso. Assim como designers que lançam perfumes acessíveis, ter um móvel assinado por Oscar Niemeyer em casa é como levar para a sala de estar os traços clássicos reconhecidos em todo o mundo. E Niemeyer não foi o único a se aventurar pelas cadeiras. Frank Lloyd Wright, Le Corbusier e Mies Van der Rohe são exemplos de mestres da arquitetura que levaram seus estilos únicos para dentro do lar. "Penso que desenhar uma cadeira é como fazer o resumo de toda uma experiência sensorial e psicológica do ambiente e daqueles que fazem parte dele", conclui o designer Aciole Felix, da Sartto Design.

"As cadeiras são uma extensão do ambiente em que vivemos e até de nós mesmos. Designers e arquitetos têm, ao longo dos anos, usado a cadeira como instrumento para demonstrar novos conceitos, materiais, sensações, experiências. Se paramos para pensar, esse objeto que aparentemente serve apenas para se sentar, pode ser muito mais que isso", explica Aciole.

E ele tem razão. As peças podem ser simbólicas — como os tronos dos reis, por exemplo —, e até uma extensão da personalidade de cada um. Pessoas mais extrovertidas ou extravagantes preferem cadeiras maiores, enquanto as mais caseiras optam pelo conforto. "O grande desafio é criar peças que traduzam um sentimento, uma época ou uma sensação", afirma Aciole.

Para o arquiteto e designer Dimitri Lociks, o fetiche pela cadeira e assentos em geral se dá pela complexidade do projeto. "Trata-se de um móvel que interage diretamente com o corpo do usuário, ao contrário de uma estante ou cômoda. Essa interação exige muito domínio da ergonomia, além de aspectos estéticos e simbólicos comuns ao design de mobiliário", explica Dimitri. O assento e o encosto devem ter alturas e inclinações específicas e o móvel precisa ser estável e seguro. Um modelos de recepção, por exemplo, não precisa ter a mesma inclinação que uma cadeira para mesa de jantar.

Leia a reportagem completa na edição 532 da Revista do Correio Braziliense.
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