ENTREVISTA

O papis da Estopinha

Alexandre Rossi é amado por seus pets e pelos seus seguidores na TV e nas redes sociais

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 08/11/2015 08:00 / atualizado em 07/11/2015 22:17

Ailim Cabral

Ele cresceu cercado de animais. Quando adulto, transformou a paixão em profissão e se tornou um dos especialistas em pets mais conhecidos do Brasil. Alexandre Rossi está à frente de programas na televisão, como o Missão Pet, do National Geographic, e tem sete livros publicados. Formado em zootecnia, medicina veterinária e com especializações em comportamento animal, ele é idelizador da Cão Cidadão, empresa voltada para adestramento. Além de todas as credenciais profissionais, Alexandre é o "papis" da famosa Estopinha, cadelinha celebridade no Facebook, com mais de 2 milhões de curtidas, e de Barthô. Na entrevista a seguir, ele conta o que acha do gesto de adotar e reflete sobre o papel dos bichos na vida do ser humano.

 

Regina Mota /Cão Cidadão

Como começou sua história de amor com os animais?

Começou tão cedo que não lembro. Minha família conta que, enquanto as outras crianças estavam brincando, eu ficava observando as formiguinhas. Minha vó diz que eu alinhava as formigas, gostava de olhar as filas que elas faziam. Quando estava mais velho, isso já lembro, gostava de colocar milho de pipoca em cima de mim e ficar deitado por horas, esperando as galinhas virem comer, para ter algum tipo de interação com elas. Com 6 anos, comecei a dar showzinho de peixe adestrado. Eu tinha um aquário e ensinei alguns truques para os peixes, meus amigos vinham assistir. Depois disso, tive um monte de bicho: sapo, hamster, camundongo, cobra... Não comemorava nunca meus aniversários, mas sempre comemorei para os meus bichos. Dizia que não aceitaria nenhum presente, só se fosse para os meus animais. Meu sapo ficou supergordo porque todo mundo na escola caçava baratas, minhocas e levava em caixinhas de presente.

Então, a capacidade de adestrar vem desde a infância?

Minha mãe é bióloga e meu pai, psicanalista. Acho que eu misturei as duas coisas. Mas não sei se é um dom, uma facilidade extra, ou, simplesmente, um vício. Até porque que tive muito mais horas com animais do que com qualquer ser humano e fiz disso a minha vida.

Como você conheceu a Estopinha e o Barthô?

Estava procurando um cachorro para ser minha companhia e encontrei a Estopinha com uma protetora. Fiz alguns testes, para saber se ela curtiria essa vida de viajar bastante, sempre conhecendo lugares novos. Sabia que ela se tornaria conhecida e queria que fosse adotada, para mostrar como é possível pegar um cachorro que não é filhote e ter uma convivência muito legal. Ela já tinha sido devolvida duas vezes por mau comportamento — é muito bagunceira —, e eu quis mostrar como é possível viver bem com cães como ela. O Barthô veio para minha casa para ficar como lar temporário. Ele vivia em uma ONG de proteção. O protetor me pediu que ajudasse a achar um lar para ele. No abrigo, ele era muito agitado, fugia, queria interagir com os outros cães, mordia e saia correndo, começando brigas, mas nunca participando delas. Tinha ansiedade de separação e sofria muito quando ficava sozinho. cheguei a arrumar um lar para ele, mas a pessoa não conseguiu e devolveu.

 

Leia a reportagem completa na edição nº 547 da Revista do Correio  

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.