Fitness e Nutrição

Em ritmo de emagrecimento

Para quem não gosta da rotina monótona de uma academia, alguns estilos diferentes de dança prometem fazer o praticante entrar em forma com muita diversão

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postado em 05/07/2016 08:00 / atualizado em 30/06/2016 17:36

Entre todas as maneiras de se exercitar, também é possível incluir a dança. Os mais diversos estilos possibilitam que, além de se divertir e de relaxar, o dançarino possa entrar em forma. A dança é um ótimo exercício para quem não curte academia ou os exercícios repetitivos tradicionais. Stiletto, fitdance e dance clip são os ritmos do momento e, para fazer parte desse grupo, basta ter disposição e força de vontade.

 

Uma dança que está virando tendência é o dance clip. Recentemente, famosas como Marina Ruy Barbosa, Juliana Paes e Deborah Secco aderiram ao estilo como alternativa aos exercícios tradicionais e postaram vídeos das aulas. A dança é uma mistura de movimentos aeróbicos com coreografias de videoclipes. Mas os passos também podem ser elaborados pelo próprio aluno. Em uma hora de aula é possível perder aproximadamente 400 calorias, podendo chegar ao dobro se a pessoa tiver habilidade e condicionamento físico. Além de divertida, malha o bumbum, as pernas e o abdômen. O objetivo da dança é trabalhar o ego e a autoestima dos dançarinos, pois aflora a sensualidade e faz com que a pessoa se sinta poderosa.

 

Arquivo Pessoal
 

 

Desde o funk até o forró, o fitdance abusa dos passos e de movimentos diversificados, além de queimar até 600 calorias em uma hora. Com músicas coreografadas, o objetivo da dança é entreter e fazer suar. A professora Hellen Sandra comenta: "Quando as pessoas estão estressadas, elas vão pra aula e, além de se livrarem de todo o estresse, ainda saem com mais autoestima". As aulas ajudam as pessoas a se soltar, perder a timidez e se jogar nos movimentos. E não tem essa história de "muito difícil". A Hellen conta que os passos são fáceis, justamente para que todos possam acompanhar e se divertir.

  

Vanessa Lima, 34, começou a fazer fitdance há quase um mês. Para ela, no começo era mais difícil pegar a coreografia e alcançar o ritmo, mas depois foi possível estar no mesmo nível dos outros, sem ficar dolorida ou muito cansada. "A gente se diverte e emagrece dançando. O melhor é que isso tudo acontece sem sofrer como na academia." A aula acontece em três níveis — começa sempre com um estilo de música mais tranquilo e vai passando para sons mais animados, até chegar a um estilo bem dançante. E não existe idade mínima para a dança. Maria Luisa Santini e a Júlia Ramos, de 10 anos, estão de prova: elas afirmam que adoram e acham superdivertido."

 

O stiletto também está entre as modalidades mais procuradas. Com elementos do street jazz e do contemporâneo, seu diferencial é o salto alto, que trabalha o equilíbrio e a capacidade motora. A professora Antonietta Barbosa é formada em balé clássico pela Royal Academy of Dance, em Londres, e dá aula de stiletto há quatri anos. "Quando me perguntam o que é, para os leigos, falo que é a dança da Beyoncé", brinca. O nome da dança foi inspirado no salto alto de 16cm, que tem leva esse nome.

 

Além de ter um gasto de aproximadamente 600 calorias em uma hora de aula, a dança promove um trabalho muscular intenso em todo o corpo e ajuda a definir bumbum, pernas e panturrilhas. Mas, mesmo com todos esses benefícios, tanto homens quanto mulheres participam das aulas com o principal objetivo de se sentir bem e de se descobrir. Para a economiária Mariana Rabello, 27, o stiletto ajuda a aumentar a autoestima. "Em toda aula, a gente sai melhor do que chega. Muitas vezes, a mulher fica com vergonha ou se achando pior do que as outras, mas, por ser uma dança empoderada, vemos que somos capazes e aprendemos a usar toda a sensualidade que já existe dentro da gente". Antonietta ressalta que todos podem participar, mas como as aulas acontecem em cima do salto, é preciso ter mais cuidado, caso a pessoa tenha algum problema na lombar ou no joelho.

 

A estudante Júlia Magalhães, 28, fazia balé e jazz antes de experimentar o stiletto, em 2012. "Eu comecei e me apaixonei mais do que todas as outras danças que fiz." Júlia afirma que a dança tem um papel importante na sua vida, pois foi com ela que descobriu que a sensualidade é um instinto natural do ser humano. "Trabalhamos muito nosso lado sensual nas aulas, mas danço sempre para mim e não para os outros. Com o stiletto tenho a liberdade de ninguém me julgar por querer ser sexy."

 

Sem idade para começar

Com o intuito de não deixar ninguém parado, surgiu o Divas Dance. O programa foi pensado para mulheres entre 50 e 85 anos e tem como base exercícios físicos com passos de dança e ritmos variados, além de muita alegria e energia positiva. A professora Letícia Covre dá aulas para o grupo há três anos e conta que, para quem nunca dançou, é um desafio. "Por isso, os movimentos são simples, assim, ninguém fica de fora ou perdido nos passos". A musculatura dos membros inferiores e superiores é fortalecida com movimentos como agachar e levantar braços e pernas. O raciocínio e a coordenação motora também são muito usados e a evolução ajuda no dia a dia de cada diva.

 

Além de contribuir com o corpo e o bem-estar, o Divas Dance tem em mente a integração do grupo. São elaborados eventos e passeios com a turma para acolher e compartilhar experiências. Pode ser um cinema, almoço ou até mesmo grandes encontros, que ocorrem trimestralmente com todas as turmas do DF. O importante é promover a diversão e os laços de amizade.

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