"Cara, abraça a crise", aconselha Jout Jout

Em Brasília para o lançamento do seu primeiro livro, "Tá todo mundo mal", Júlia Tolezano, a Jout Jout, deu entrevista exclusiva para a Revista

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postado em 02/08/2016 20:23 / atualizado em 02/08/2016 20:33

 Companhia das Letras/Reprodução
A youtuber Júlia Tolezano tem 25 anos e comanda o canal “Jout Jout Prazer”, que tem mais de 900 mil inscritos. Depois de fazer sucesso na internet abordando diversos temas como feminismo, relacionamentos amorosos e inseguranças com sinceridade e sem grandes produções, Jout Jout resolveu levar sua forma diferente de falar sobre assuntos da vida para as páginas de seu primeiro livro. Em “Tá todo mundo mal”, publicado pela Companhia das Letras, ela fala sobre crises que passamos ao longo da vida com o bom humor característico de seus vídeos.

Nesta terça-feira (2/8), com uma fila enorme de pessoas de todas as idades e estilos a aguardando ansiosamente para a sessão de autógrafos na Fenac do Parkshopping, Jout Jout falou sobre o sucesso e a experiência de estar frente a frente com seus fãs. “Eu não tenho contato com quem me vê, no máximo leio os comentários e vejo as curtidas, números e palavras”, conta.


O livro é um projeto antigo ou foi uma coisa recente?

Quando coloquei o vídeo do batom vermelho, algumas editoras me procuraram e eu pensei nisso. Quando você é adolescente, sempre pensa em ser escritora, não conheço nenhuma adolescente que nunca quis. Mas não era um plano super sério que eu tinha, ou uma meta. Quando começou o canal e a coisa do batom vermelho isso se tornou mais concreto, foi surgindo do canal mesmo, por causa do canal.

Que tipos de crise você aborda no livro?

Muitas crises que vieram até mim ao longo da vida. A maioria são minhas minhas crises, mas algumas de algumas amigas ou família, mas crises em geral.

E que conselho você poderia dar para alguém que está passando por uma crise?


Cara, abraça a crise! A gente aprende com as crises, elas estão aí por um motivo. São difíceis de passar por, mas uma vez que você a vence, você fala: “Isso aí! Cresci horrores agora!”.
 
Helilo Montferre/CB/D.A Press
 
 
Essa experiência de estar frente ao frente com o público, o que você está achando?

Incrível, maravilhoso! Eu não tenho contato com quem me vê, no máximo leio os comentários e vejo as curtidas, números e palavras. Eu não vejo as pessoas e esse é o momento de ver as pessoas que me assistem, então eu valorizo cada segundo porque é a nossa chance de se conectar ao vivo, de se amar pessoalmente e não só virtualmente. É muito mágico.
 
Falando um pouco sobre o canal, quais os vídeos que mais fizeram sucesso?

Ih, tem que ver no canal! Mas acho que “Não tira o batom vermelho” e “vamos fazer um escândalo”, junto com os vídeos falando dos funks são os mais assistidos.
 
 
 
Por que você acha que esses foram os vídeos que mais chamaram atenção?

Porque toca mais lá no fundo, né?! É uma coisa que você meio que sabe, mas não assume muito, aí vem uma estranha e fala e você fala: “putz, é verdade”. Quando é uma pessoa próxima de você que fala, você não leva muito sério e quando é alguém que você não conhece, você leva mais a sério, não sei porque! Acho que é bem por aí.

Como você escolhe os temas dos vídeos? Você planeja ou eles vão surgindo?

Os vídeos meio que vem, eu estou conversando com alguém sobre alguma coisa e penso: “putz, isso dá um vídeo”. Eu não fico planejando, faço um dia antes, o tema vem e eu faço.

O vídeo do batom vermelho chamou muita atenção. Você acha que esse tipo de assunto se torna mais fácil de falar com o aumento da liberdade da mulher?

Acho que mais fácil, talvez. Temos a internet e a livre expressão e esse tipo de assunto está mais em voga. Há um tempo, era moda falar de sustentabilidade, todo mundo era verde e todas as empresas viraram verdes e ecofriendly e agora todas estão se “feministando”, que é o que está rolando agora. Esse assunto está vindo à tona.

Por que você acha que seus vídeos fazem tanto sucesso?

Pergunta difícil. Eu acho que elas gostam do fato de que é muito natural e por ser muito natural você se identifica muito fácil. Eu nunca estou super produzida, estou que nem você acordou sabe?! E tudo bem, e as pessoas veem que tudo bem ficar só de moletom, estou linda só de moletom. Te dá uma certa tranquilidade e tira um pouco a pressão. Essa sensação de que posso fazer tudo e ser do jeito que eu realmente sou que está tudo bem.
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