Amores eternos registrados e revividos em fotografias

Convidamos pais e filhos a reverem registros de momentos felizes. As fotos mostram que o tempo passa, mas a cumplicidade entre eles não mudou nadinha

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postado em 07/08/2016 08:00 / atualizado em 05/08/2016 19:33

Arquivo pessoal/Zuleika de Souza/CB/D.A Press
O tempo é mesmo implacável. Passa para todos e, enquanto os anos se vão, as memórias ficam gravadas. As fotos são uma forma de tornar palpáveis as recordações de momentos felizes. Quando vemos imagens antigas, somos levados de volta a outros tempos e, algumas vezes, fazemos comparações entre o passado e o presente.

Para homenagear os pais, que envelhecem e crescem ao lado de seus filhos, simulamos uma máquina do tempo. Diante de fotografias de outras épocas, eles concluem que há algo imutável, mesmo com o girar indomável do relógio: o amor incondicional e de respeito mútuo nessa relação.

Pai é amigo: Paulo e Paula

O nome não é a única coisa que pai e filha compartilham. Amor e admiração mútuos estão presentes, tão grandes que nenhum dos dois consegue disfarçar. Paulo de Tarso Spínola, 60 anos, afirma que ser pai é "acima de tudo, ser amigo" e sempre confiar nos filhos, para que o sentimento seja recíproco. Chamado por Paula Teixeira de Andrade, 20 anos, de "pai de todos", o corretor de imóveis sorri e pede para não nos esquecermos de mencionar os outros dois filhos, gêmeos de Paula: Flávia e Rodrigo. "Ser pai é um sentimento muito louco, é o único momento da vida em que você consegue amar com tanta força e muito mais do que a si mesmo", define, orgulhoso.

Paula também se derrete e afirma que a relação com o pai não poderia ser melhor. É baseada em amizade, confiança e cumplicidade, além de muito amor. A estudante ri ao se lembrar de que o Paulo ainda guarda um antigo presente de Dia dos Pais, uma camiseta com os pés dos três filhos desenhados com tinta. "Deve ter 18 anos, mas até hoje ele tem."
 
Presente divino: José, Victor e Felipe 
Arquivo pessoal/Zuleika de Souza/CB/D.A Press
Para o empresário José Carvalho, 54 anos, ser pai se resume a uma enorme gratidão por Deus. "Ele nos confia os filhos e devemos criá-los com muito amor. A primeira vez em que a gente é pai, até demora um pouco para a ficha cair", define. "Mas é uma felicidade enorme!"

Os estudantes Victor e Felipe Rodrigues de Carvalho, 20 e 16 anos, respectivamente, concordam com ele e reforçam o sentimento de amizade. "Quando olhamos essas fotos, percebemos que tudo mudou, mas, ao mesmo tempo, nada mudou. As vidas estão diferentes, mas sabemos que sempre teremos uns aos outros, com um amor sincero e uma relação de amizade e afeto", declara Victor. O irmão mais novo, sem esconder a admiração pelo mais velho, completa: "Você falou tudo!".
 
Arquivo pessoal/Zuleika de Souza/CB/D.A Press
Sempre juntos: Guilherme e Nathália

A estudante Nathália Maximiano dos Santos Assunção, 20 anos, e o pai, Guilherme José Rabelo, 55 anos, escolheram reviver um momento de 2002. "Nela, estamos embaixo do mesmo prédio onde moramos desde aquela época. Essa imagem mostra como a gente cresceu junto e que, apesar de todas as dificuldades, estamos juntos até hoje", afirma a moça.

O técnico de informática compartilha o sentimento da filha. "Quando ela nasceu, nos mudamos para lá e vivemos os bons e maus momentos juntos", completa. Guilherme aproveita ainda para falar de Nathália: "É minha companheira, minha amiga e tudo que você pode imaginar de bom", derrete-se.
 
 
 
 
 
 
"Parte da vida que deu certo": Francisco, Sthefany e Gabriel
Arquivo pessoal/Zuleika de Souza/CB/D.A Press

Com o passar dos anos, Francisco Ribeiro Marques, 58 anos, ganhou mais um filho para compartilhar o sofá e os momentos em família. A foto foi tirada em 1998, quando Sthefany Alves Marques, 20 anos, tinha apenas 2. Naquele tempo, Gabriel Alves Marques, hoje com 16 anos, ainda era só um plano distante. Rindo, os três se posicionam para rever a imagem, enquanto se lembram de uma antiga música que Gabriel cantou para o pai em uma festa de Dia dos Pais na escola.

O administrador de empresas acredita que ser pai foi a "parte da vida que deu certo" e não abre mãos das comemorações com a família reunida. "Os filhos são sempre a esperança de melhora, então, precisamos estar sempre junto deles para orientá-los nos caminhos corretos da vida", completa.

 
 
 
 
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