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A busca por uma alimentação mais saudável aumenta o mercado fit em Brasília

Mais do que focar em quantas calorias vai ao prato,as pessoas buscam uma alimentação saudável. O mercado amplia as opções e oferece desde sobremesa magra à refeição congelada e balanceada,além de cursos para quem quer preparar a própria comida fit

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postado em 11/09/2016 08:00 / atualizado em 09/09/2016 18:07

Carlos Vieira/CB/D.A Press
É conhecido que o brasiliense gosta, e muito, de praticar atividades físicas. As quadras de esportes, sempre lotadas; as academias cheias; as calçadas, que se tornaram pistas de corredores de rua; as ciclovias frequentadas pelas bicicletas, e o já tradicional sup (stand up paddle) no Lago Paranoá garantem que há vida ao ar livre, fora de casa, e que a gente do quadradinho tem vocação para ser mais leve. Aliado a esse desejo de ser saudável, a alimentação vem se transformando. Se, até pouco tempo atrás, sinônimo de comer bem era consumir um prato cheio de manteiga, com muita sustança, e praticidade significava ingerir refeições industrializadas e congeladas cheias de sódio, hoje o cenário é outro.

Não é preciso ir a um restaurante vegetariano para comer bem e, muito menos, deixar para trás o sabor característico da comida benfeita em nome da saúde. O mercado de refeições fit e funcionais toma conta da alimentação brasiliense a olhos vistos. Basta perceber a quantidade de novos estabelecimentos especializados em comida leve, os mercados que vendem frutas secas a granel, farinhas de arroz ou de aveia, leite de amêndoas, castanhas. Aumentou também a quantidade de colegas que adotaram, de vez, as marmitas na hora do almoço e os cozinheiros de primeira viagem que, inspirados nos programas de culinária, e em muitas páginas na internet que sugerem versões mais leves de pratos clássicos, organizam jantares para apresentar opções gostosas e sem peso aos amigos.

Variando a dieta e optando por uma alimentação mais amiga da saúde, nem o corre-corre da vida cotidiana é desculpa para comer mal. Existem serviços de entrega semanal de cestas cheias de orgânicos para abastecer a cozinha. Se não há tempo, é possível encomendar comida congelada balanceada que chega à porta de casa. Se bate vontade de doce, são muitas as opções saudáveis, com menos ou nenhum açúcar, e pouco carboidrato. Em Brasília, só come besteira quem quer.
 
Diretamente para sua casa

Carlos Vieira/CB/D.A Press
Um dos jeitos mais fáceis de se alimentar bem, sem se preocupar com as receitas (e com as panelas sujas) é o serviço de delivery de marmitas congeladas. A cada semana, chega à porta de casa um tanto de porções prontinhas, pensadas de acordo com o cliente, com a ajuda de uma nutricionista, com pesos e quantidades exatos. Basta colocar o potinho no micro-ondas e voilá! Refeição saudável e gourmet pronta.

A família de Luciana Camargo, 32 anos, sempre foi envolvida com cardápios balanceados. Alguns irmãos são vegetarianos, e o pai fazia questão de garantir, nas refeições, mais legumes e verduras do que a cidade de Unaí, onde moravam, tinha para oferecer. Assim, mandava trazer tudo de Brasília. Luciana começou a fazer faculdade de direito, de design de interiores, mas, no fundo, sempre foi cozinheira. E a influência do pai nunca deixou seus pratos.

"Comecei fazendo sopa e dieta para as minhas amigas. Eu tinha um namorado personal trainer e fazia a comida dele também. Tinha receio de cozinhar para fora, mas fui pesquisando a comida congelada. Hoje, se tornou a minha paixão. É o que eu faço com mais amor", conta. Em abril deste ano, quando decidiu mesmo abrir o Cozinha Fit Food, a cozinheira fez parceria com uma nutricionista, que a ajuda a equilibrar os pratos e as quantidades, e pediu ajuda a dois chefs de cozinha de Unaí para aprender a congelar refeições.

"Para não sair da refeição saudável, e também não entrar na rotina chata da mandioca com peito de frango e de comer sempre a mesma coisa, uso várias ervas. É um tipo de comida fitness gourmet. Estou sempre inventando", explica Luciana. Nos pratos, pouquíssimo sal — o tempero fica por conta das ervas —, e a maior parte dos ingredientes é preparada pela cozinheira.

Ela conta que tinha certeza de que o público das marmitas seria exclusivamente de "bombados de academia". Justamente contrário aconteceu. Luciana começou a receber ligações de senhoras e senhores que procuram praticidade aliada à alimentação saudável. Alguns fazem dieta, outros, mais jovens, nem querem emagrecer e sequer fazem exercício físico, mas procuram mudar a rotina e o estilo de vida. "Esse mercado se abriu muito. As pessoas estão se conscientizando de que o prazer imediato da comida traz malefícios a longo prazo. Estão percebendo que precisam mudar a alimentação para ter uma vida melhor", conta. E Luciana faz questão de entregar as marmitas. Vai, conversa, pede retorno. "Não quero que desistam, fico no pé mesmo!"

A cozinha do apartamento dela ficou pequena, por isso, o negócio agora está se mudando para uma loja. Mas a comida continua caseira. O molho de tomate, por exemplo, é uma receita que Luciana fazia para o filho, que se recusava a comer verdura. Colocava vários legumes no liquidificador e batia para que ele não percebesse. O suco de frutas misturadas surgiu como "suco amor de mãe", para que Iago, 6 anos, não soubesse o que tinha dentro e provasse. E o negócio trouxe uma alimentação mais balanceada, inclusive para o pequeno. "O paladar dele foi mudando e agora adora provar as receitas novas. Diz que é para ter certeza que os clientes vão gostar. A nossa alimentação e a nossa rotina mudaram muito depois que comecei com as marmitas."
 
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