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MODA

As peças de inverno chegaram movimentando a moda no Minas Trend

Peças largas, amplas e cheias de sobreposição foram apresentadas nas passarelas de Minas Gerais. Coturnos e botas foram os protagonistas nos pés

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postado em 16/10/2016 08:00 / atualizado em 14/10/2016 20:44

Juliana Contaifer

Ze Takahashi/FOTOSITE
Nas passarelas do ExpoMinas, oito marcas desfilaram suas novas coleções e apostas para o inverno 2017. Em preparação para o frio, nada de looks Kim Kardashian, embalados a vácuo. A época de temperaturas mais baixas vem com peças amplas, largas, cheias de sobreposições, alternando roupas mais etéreas com sandálias pesadas, botas e coturnos. Esta edição da semana mineira se pautou pela filosofia "see now, buy now" (veja agora, compre agora), o que significa que as peças estavam disponíveis nas lojas ou para pedidos pela internet desde o dia seguinte ao do desfile.

O Minas Trend é um evento grande, apesar de não ter muitos desfiles. A Feira de Negócios, que ocorre em paralelo, é uma oportunidade para lojistas e compradores conhecerem, em primeira mão, novas coleções de mais de 200 lojas do país inteiro. É uma das maiores feiras da América Latina e, este ano, contou com 49 novas grifes, entre elas as famosas Amapô e Ateen. No andar de cima, uma exposição dava mais uma oportunidade para as marcas exibirem seus destaques.
 
Ze Takahashi/FOTOSITE
 
 
Um dos desfiles mais emocionantes foi o da grife mineira Doisélles, especializada em peças de tricô e crochê. A marca aposta no trabalho de 40 presidiários para tecer as peças — todas as etapas de produção são realizadas entre muros, e as roupas são tricotadas a mão. "É um projeto que cria autoestima, o sentenciado aprende uma profissão. Um deles, inclusive, foi preso por roubo, trabalhou conosco de dentro da cadeia, fez faculdade e, hoje, trabalha no financeiro da minha empresa", explica a estilista Raquell Guimarães.

Entre as modelos, uma surpresa: Marcella Moreira desfilou como ganhadora do concurso Miss Prisional e teve um dia de modelo. O juiz entendeu que é importante divulgar o trabalho de ressocialização e autorizou a saída. "Tento enxergar o outro desde que sou pequena, e quando saio da nossa realidade para ver a realidade do outro, me emociono. Ela desfilar é algo muito emocionante em questão de direitos humanos, e essa é a minha bandeira, a minha luta", conta Raquell Guimarães.
 
Ze Takahashi/FOTOSITE
 
 
Na passarela, as peças de tramas largas e modelagem ampla e reta foram o destaque. A coleção da Plural, inspirada na água doce, nos rios e nos pescadores, sugeriu um inverno de menos cor, mais sóbrio, mas com bastante textura. "Usamos uma tela de tricô para remeter à rede de pesca e cortes a laser que simulam escamas de peixe. Apostamos nas saias longas, nas pantalonas, em um shape mais largo", afirma Letícia Leão, estilista da marca.

Também apostando em um inverno mais solto, Victor Dzenk lança mão de vestidos esvoaçantes e de uma paleta de cor que vai do preto e branco ao azul e rosa bebê. Destaque para as amarrações nas peças e para as flores bordadas e estampadas.

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