MODA

A rainha grunge

Kate Moss está de aniversário. Autêntica, polêmica e bonita como ela só, a top é uma fonte de inspiração para outras gerações de modelos

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postado em 15/01/2017 08:00 / atualizado em 13/01/2017 19:23

Carl Court/AFP
Kate Moss comemora 43 anos amanhã, 16 de janeiro. Bem-sucedida e, ao mesmo tempo, ousada, a top model britânica é fonte de inspiração para diversas “new faces”. Seu estilo é assunto desde os anos 1990, quando o despojamento do grunge dava as cartas no mundo da moda. “Ela introduziu um estilo que hoje conhecemos como street wear, nada mais do que a moda de rua representada na passarela”, analisa o designer brasiliense Sann Marcuccy, 33 anos.


Observador fiel da carreira de Moss, Sann lembra que ela também foi uma das protagonistas da estética “heroin chic”, em que modelos pálidas e de expressão combalida se contrapunham ao padrão vigente, mais curvilíneo, à la Cindy Crawford. “Sim, Kate foi uma precursora desse movimento ‘antimodelo’, afirma. No entender do designer, ela ajudou a formatar o universo da moda como o conhecemos hoje. “E desmente a regra de que as tops deveriam ter um padrão de beleza e comportamento. Desmistifica até o prazo que uma modelo tem de vida no mercado”, observa.

 

Muito se diz que a sucessora natural de Kate Moss seria a também britânica Cara Delevingne, 24 anos. “Ambas têm a cara de uma geração e não há comparação”, minimiza Sann. Opinião semelhante tem a modelo brasiliense Carla Macarini, 25 anos. “Apesar de admirar muito as duas, não acredito que Cara substituirá Kate. Ela é uma musa, uma diva, não há substitutos. Mesmo assim, é preciso ressaltar o trabalho maravilhoso que Cara tem feito”, pondera.

 

Entre os bookers que trabalham com ela, Carla é conhecida como “Kate Moss do Cerrado”. “Kate é irreverente, profissional, porém polêmica. Acho que surgiu daí a comparação”, acredita a brasiliense. Tendo atuado em diversas campanhas publicitárias, inclusive fora do país, ela se diverte com o apelido, mas não vê, de fato, semelhanças físicas com a inglesa, exceto o fato de serem loiras. No mais, é uma referência. “Lógico que me inspirei nesse ícone para seguir minha carreira. O que mais me impactou foi uma campanha para Calvin Klein, de 1992. Foi um marco tanto na carreira dele, como na história da CK como ditadora de moda”, explica.

Polêmicas à parte
 Em relação aos escândalos envolvendo a vida pessoal, o designer Sann Marcuccy acredita que em nada atrapalharam a carreira de Kate. Diz que, no mundo das celebridades, Kate foi apenas mais uma a expor a vida particular de modo mais aberto e sem máscaras. “Uma pessoa comum com desejos, vontades, oportunidades, inteligência, perspicácia. Vejo isso como um marketing natural.”

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