Neurônios em Dia

Bom humor é a receita para quem quer viver mais e com saúde

Estudos mostram associação entre um bom senso de humor e maior longevidade

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postado em 08/05/2017 18:05 / atualizado em 08/05/2017 18:10

Por Ricardo Teixeira*
 
Caio Gomez/CB/D.A Press
É difícil pensar em alguém que não se sinta bem após uma sessão de gargalhadas. Mas será que além do bem-estar que o riso provoca, ele realmente faz bem à saúde? O velho ditado de que rir é o melhor remédio tem algum fundamento?

 
A resposta é sim. Estudos longitudinais mostram uma inequívoca associação entre um bom senso de humor e maior longevidade. Isso envolve menores riscos de doenças cardiovasculares e infecções, explicados por um menor grau de inflamação no corpo e sistemas imunológico e endocrinológico mais eficientes.
 
Além desses efeitos no corpo, um bom senso de humor é um traço da personalidade que garante um maior sentido às experiências do cotidiano. Ele ajuda a evitar o aumento dos hormônios do estresse e deixa nossa mente mais distante da ansiedade e da depressão. Além disso, o humor está diretamente ligado a uma maior socialização, e isso só faz bem à saúde.
 

Onde é que o riso se encontra no nosso cérebro?


As regiões mais frontais do nosso cérebro são consideradas as mais recentes no processo de evolução das espécies, e é aí que se concentram funções especializadas como a linguagem e o riso. O riso por sinal é exclusivo da espécie humana e alguns primatas (a hiena não ri) e já foi demonstrado que a área cerebral que desencadeia o riso em última instância está nessa parte frontal. Já foi até demonstrado que sua estimulação elétrica durante procedimentos cirúrgicos é capaz de desencadear o riso. Temos evidências também que o hipotálamo e as regiões temporais também têm participação na geração do riso. É claro que no mundo real precisamos do cérebro como um todo para entender a piada.
 

*Dr. Ricardo Teixeira é neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília e professor de pós-graduação em divulgação científica e cultural na Unicamp. 

 
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