Fitness & nutrição

Pais e filhos se exercitam juntos para permanecerem mais próximos

Muitos pais começam a praticar exercícios físicos para estarem mais perto dos filhos. Os benefícios vão além da saúde, já que as atividades estreitam a relação a dois

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postado em 06/08/2017 08:00 / atualizado em 04/08/2017 15:53

A prática de exercícios entre pai e filho pode ser uma grande oportunidade de desenvolver, ou melhorar, a relação entre os dois, além de descobrir algo que possa trazer bem-estar e diversão para ambos. Para isso, não é preciso quebrar a cabeça! Basta pensar nas atividades que os dois mais gostam de fazer — pode ser na água, ao ar livre ou com a bola, por exemplo. Assim, será mais fácil definir qual dinâmica dará prazer tanto para o pai quanto para o filho.

Esse foi o caso do servidor público José Célio Gonçalves, 47, que, há um ano, viu na patinação a chance de ganhar mais saúde e de desfrutar mais tempo ao lado do único filho. “Eu sempre quis aprender, mas nunca me dei a oportunidade. Meu filho também queria, mas tinha medo.” Eles tomaram coragem, compraram os equipamentos e encararam as inseguranças, ou melhor, as pistas. Rafael, 9, faz tênis e natação. Já o pai investe na musculação. Dessa forma, o desafio sobre patins surgiu para complementar a rotina de exercícios e garantir a diversão da dupla.  “O esporte é uma ótima chance de aproximar os filhos. Aproveitem e abracem essa oportunidade, principalmente, enquanto eles ainda são crianças.”

Muito apegados um ao outro, o pequeno garante que gosta bastante da aventura em companhia tão especial. “É bom passar tempo com ele e também aprender junto.” Em cima do patins, eles se ajudam e compartilham a inexperiência. “O medo do Rafael cair não é diferente do meu, mas ele vê que eu sigo firme e segue junto. Isso ajuda muito na autoconfiança dele”, explica José Célio.

Na verdade, não importa a idade em que se estabelece a parceria. Por coincidência de horário, o aposentado João Cahuê Flores, 63, e o filho João Lucas, 24, encontraram nas aulas de exercícios funcionais a oportunidade de conhecerem uma modalidade nova e manterem o corpo em atividade. No ano passado, o pai decidiu incentivar o arquiteto a voltar à rotina de exercícios, pois estava sedentário desde que começou a faculdade. Fizeram as aulas juntos durante alguns meses e o maior  ganho era o de poder estar ao lado um do outro. “Sempre fomos bem próximos, então, foi um bônus, um grande benefício”, conta o pai.
 
Arquivo Pessoal
 
João Cahuê destaca também a importância de investir no tempo em dupla, pois, com as horas curtas e o crescimento dos filhos, a tendência é que a rotina não permita muitos momentos em família. Hoje, os dois já não frequentam as aulas de funcional, mas sempre que podem abrem espaço na agenda para investir em outras atividades. “Quando dá certo, também vamos ao lago fazer stand up paddle (SUP) ou canoagem. Além disso, temos o convívio em casa, que é essencial”, relata o arquiteto. Entre as outras atividades que já praticaram ao lado do outro durante a vida, estão a natação e a montaria de cavalos.

Mergulhe junto

Diferentemente de João Cahuê e João Lucas, a relação do bancário e contador Fábio Ancelmo, 35, com a pequena Marina, de 1 ano, está apenas começando. Desde os 6 meses, uma vez por semana, ela faz aula de natação e esse é o momento de o papai acompanhá-la. Tudo começou como uma forma de estimular o crescimento do bebê, mas, com o tempo, se transformou em uma atividade divertida entre pai e filha. “É muito legal estar ao lado dela, até por causa da correria do dia a dia e do fato de ela dormir cedo e eu chegar tarde. Então, ter essa chance, é ótimo. É o nosso momento!”

A filhota ainda não pode falar, mas, durante as aulas, mostra o quanto aprecia a atividade. “Ela adora. Fica superfeliz e até mergulha”, orgulha-se o pai. Para Fábio, a presença dele na piscina também serve como estímulo para a filha, dá mais segurança a ela e aumenta o vínculo entre os dois.

A professora do programa baby da Companhia Athletica, Janete Barbosa, explica que a participação do pai na atividade é fundamental, pois os bebês os têm como espelho. E, nas aulas, isso não é diferente: os pais fazem os movimentos e geram estímulo para que os pequenos os reproduzam sozinhos.

Na natação para bebês, trabalham-se o mergulho; o equilíbrio; a flutuação; os saltos; a rotação de braço, no movimento crawl e costa, além de focar no desenvolvimento motor da criança, tendo repercussão durante toda a vida. E tudo isso é feito com a ajuda dos pais, o que também influencia o lado socioafetivo da criança. “Sabemos que o amor de pai é incondicional, porém, nas aulas, isso fica bem explícito. Podemos observar os laços afetivos em todos os movimentos e atividades”, explica a professora. Fábio concorda e deixa um lembrete para os outros pais: “É importante estar com os filhos, estar junto e querer participar. É bom para a relação dos dois e para o desenvolvimento da criança”, finaliza.

Arquivo Pessoal

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