Saúde

Congelamento de óvulos é alternativa a se pensar

Recurso de congelar óvulos é opção para mulheres que escolhem adiar a maternidade ou que são impedidas de engravidar por alguma doença grave de tratamento invasivo

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postado em 12/11/2017 07:00

A criopreservação de oócitos — ou congelamento de óvulos — é um recurso para não deixar os óvulos envelhecerem e preservar, assim, a fertilidade feminina. O procedimento é um dos métodos de reprodução tardia mais procurados entre as mulheres que desejam ter filhos após os 40 anos. O preço varia entre R$ 4 mil e R$ 15 mil, a depender do uso de medicações especiais e do tipo de técnica utilizada.

A paciente que optar pelo congelamento deve se submeter ao estímulo ovariano controlado e passar por uma punção ovariana — extração dos óvulos no interior dos folículos. Com isso, ela consegue congelar alguns óvulos para serem utilizados posteriormente, caso as tentativas pelas vias naturais falhem ou ela esteja com a reserva ovariana exaurida.

A reserva ovariana é limitada. Os óvulos já estão prontos antes do nascimento. A partir daí, a redução é progressiva. Após a menarca — primeira menstruação —, o organismo da mulher gasta cerca de 1.000 óvulos por mês, havendo uma diminuição importante, tanto na quantidade quanto na qualidade, após os 35 anos, quando o potencial reprodutivo começa a cair.
Divulgação/Medreprodutiva

Para as mulheres que têm mais de 30 anos e estão sem perspectiva de engravidar nos próximos 5 anos, a dica é procurar um ginecologista ou um especialista em reprodução para avaliação da reserva ovariana. Quanto mais cedo o congelamento dos óvulos, maior a chance de uma gravidez saudável.

Especializado em ginecologia obstetrícia, o médico João Marcos de Meneses Silva informa que há dois tipos de mulheres que buscam o congelamento de óvulos. A primeira é a mulher moderna, independente, que deseja se dedicar às suas conquistas profissionais antes de engravidar. Outro caso é quando a mulher, por motivos de doença, ainda jovem, como um câncer, precisa preservar seus óvulos das agressões da quimioterapia e radioterapia. Após esses procedimentos, ela poderá dar continuidade aos planos da maternidade.

* Estagiária sob supervisão de Valéria de Velasco, especial para o Correio
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