Fitness & Nutrição

Além de ajudar a emagrecer, futevôlei deixa corpo torneado e bronzeado

Mesmo longe do litoral, Brasília é uma das capitais em que há mais adeptos do esporte

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postado em 03/12/2017 07:00 / atualizado em 01/12/2017 14:13

Qualquer descrição não será suficientemente capaz de reproduzir os benefícios que o futevôlei traz para o corpo. O fato é que o esporte emagrece, tonifica os músculos do glúteo, das pernas, das panturrilhas e do abdome. Por ser praticado ao ar livre, deixa a pele bronzeada, acelera a produção de vitamina D e ajuda a combater o estresse.

Na turma, é possível conhecer gente nova e ampliar o círculo de amizades. As constantes corridas, saltos e movimentações na areia melhoram a resistência física e aceleram o metabolismo — uma boa oportunidade de dar uma turbinada no corpo, começar ou manter uma rotina fitness e, de quebra, melhorar a qualidade de vida.

O esporte, praticado nas praias do Rio de Janeiro desde a década de 1960, até pouco tempo era procurado muito mais pelos amantes do tradicional futebol ou por quem já fazia algum tipo de atividade com a bola. Hoje, o futevôlei virou também um forte aliado no controle do peso corporal. O motivo é simples: queima cerca de 600 calorias em uma hora de aula.

Nas escolinhas espalhadas por Brasília, o treino não dura menos de 1h30 e costuma se estender por mais tempo, porque, depois das aulas, há as partidas promovidas pelos alunos. O tempo de duração de cada partida depende do desempenho dos jogadores e vence a dupla que primeiro atingir 18 pontos.
Minervino Junior/CB/D.A Press
Na dinâmica, o cansaço ao fazer uma aula é facilmente explicado, a começar pelo tamanho da quadra, que mede 18m x 9m. O aquecimento, o treino e o jogo são na areia, o que resulta em menos impacto, porém, mais esforço. A exigência física para as passadas na areia é maior do que a dada em uma esteira, por exemplo. Para aumentar um pouco mais o desgaste, a bola com a qual se pratica o esporte é um pouco mais pesada do que a do vôlei.

O professor de educação física e futevôlei Renan Vinícius Motta Aquino, 32 anos, reforça, no entanto, que o gasto calórico é variável. “Percebemos que, por ser na areia, o aluno precisa fazer muito mais força e, claro, isso aumenta a potência e a intensidade do exercício. O tipo de treino e a exigência feita em cada um deles, aliados ao desempenho do aluno, são o que determinará a resposta corporal de cada um”, explica.

Renan dá aula diariamente para homens, mulheres, adolescentes e idosos. O foco das aulas é o aprimoramento do esporte, mas não tem jeito: com o aumento da dedicação, o corpo logo responde. “A gente puxa no aquecimento, nos fundamentos, com bastante movimentação e deslocamento, o que exige muito cárdio e condicionamento físico. Os alunos, até para conseguirem executar com qualidade, mudam hábitos, aumentam a frequência nas aulas, treinam mais na semana, ou seja, acaba que o corpo muda”, detalha Renan.

Entre o social e o físico

Há um ano, três vezes por semana, a funcionária pública Gabriela Pontual, 26 anos, acorda às 6h para treinar futevôlei. São praticamente duas horas ali, correndo, abaixando, pulando, em contato com a bola. Adepta fiel da academia, Gabriela achou no futevôlei o jeito mais gostoso de aumentar os exercícios aeróbicos. “Eu já tive mais peso do que tenho hoje e fui para a academia. Não saí mais, mas me falta paciência para correr, por exemplo. Quando fui para o futevôlei, na beira do lago, naquele sol, mudou minha vida”, conta Gabriela.

E a mudança não é só estética. “Eu fico muito sozinha. No trabalho, na academia e no futevôlei, tem os amigos. E, apesar de malhar, puxar peso, notei mudanças nas pernas, estão mais torneadas. Fora a questão da mobilidade, do reflexo.” Assim como Gabriela, são, segundo a Federação Metropolitana de Futevôlei do Distrito Federal, mais de mil pessoas colocando a bola para o alto em Brasília. Na capital federal, o futevôlei só perde para a corrida de rua e coloca a cidade entre as que mais praticam o esporte no país.

Odilon Miranda, presidente da federação, explica o fenômeno. De acordo com ele, o que antes era visto apenas como uma prática de algo ligado ao futebol, hoje se tornou uma febre entre homens e mulheres, principalmente, pela resposta física. “Expandiu no mundo inteiro. Aqui em Brasília, os clubes estão cheios de escolinhas, com várias quadras de areia. E, claro, tem ganhado muito as mulheres porque deixa o corpo desenhado”, afirma Odilon.

Perda de peso

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
Atleta de futevôlei há 21 anos, completados este ano, Lana Miranda, 35, conhece bem as mudanças que o corpo sofre com o esporte. Só no último ano, depois de intensificar os treinos na areia, aliados à musculação e uma boa alimentação, foram menos 5% de gordura no corpo. “Estou priorizando o ganho de massa magra. Junto ao futevôlei, tenho feito um trabalho diferenciado na areia, com bastante explosão, peso, salto, elástico, o que ajudou muito nesse processo de emagrecimento”, explica.

Lana acumula 10 títulos mundiais, 18 brasileiros, e é a atual campeã brasiliense de futevôlei. Com todo o know-how e conhecimento na área, a atleta afirma que os ares do esporte têm mudado. “Era mais masculino, mas elas têm procurado porque ganhamos condicionamento, preparação boa de coxa, quadril. Tem o bronze e ainda podemos chegar à praia, fazer uma altinha, tirar uma onda com quem acha que só homem consegue controlar a bola”, brinca Lana.

Os homens também encontram no esporte um incentivo para melhorar o físico e a qualidade de vida. João Batista dos Santos Junior, 37, pratica há três anos e, nesse tempo, mandou embora 28kg. Ficou tudo na quadra de futevôlei. “Sou do litoral, de Fortaleza, mas conheci o futevôlei aqui em Brasília, onde estou há 10 anos. Foi o esporte que consegui associar ao prazer e ao emagrecimento”, conta o professor.

João emagreceu quase 30kg, mas outros problemas de saúde o fizeram optar pela cirurgia bariátrica. “Tenho habilidade, pois sempre joguei futebol, mas, mesmo 28kg mais magro, ainda pesava para jogar. Decidi operar para prolongar minha vida no futevôlei”, resume o jogador.



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