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Estado de Minas BICHOS

É importante proteger os pets contra os parasitas nesta estação

Parasitas atacam mais nesta estação do ano e todo o cuidado é pouco para proteger os pets. Doenças provocadas por carrapatos e pulgas podem ser fatais


postado em 21/01/2018 07:00 / atualizado em 19/01/2018 19:32

O clima de verão é convidativo e chama para momentos de diversão. E uma das melhores companhias para as caminhadas pelas ruas são os bichos. Mas é também nessa época que a proliferação de parasitas  vira uma ameaça para eles. Além de carrapatos e pulgas, especialistas alertam que os cuidados devem estar em picadas de insetos como o Aedes aegypti e o mosquito-palha, que transmitem a febre amarela e a leishmaniose.

O contágio dependerá de cada tipo de parasita. Porém, segundo a médica veterinária Carla Storino Bernardes, especialista em clínica geral da Cobasi, na grande maioria, transmitem-se parasitas de duas formas. Primeiro, por contágio direto, na socialização entre os animais. Ou então, pelo ambiente — na ingestão de ovos e larvas presentes no solo ou nas fezes de animais infectados.

Clara cuida de Aiyra, a boa companheira de filmes:
Clara cuida de Aiyra, a boa companheira de filmes: "É bom olhar se está tudo certo" (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
São muitas as doenças causadas por parasitas. “Doenças transmitidas pelos carrapatos, como a erliquiose e a babesiose, devem ter uma atenção especial, pois podem ser fatais”, diz Carla. Pulgas e carrapatos são as formas mais comuns de parasitas, facilitadas pelo contato com outros animais em um simples passeio no parque.

Partilhar apetrechos como a caminha e as roupinhas, por exemplo, pode ajudar a propagar os parasitas. De acordo com a médica veterinária Priscila Brabec, a melhor maneira de combatê-los é a prevenção,  limpando o ambiente com produtos específicos, aplicando remédios contra pulgas e carrapatos nos pets e mantendo visitas frequentes ao veterinário de confiança.

“É recomendado que o tutor cheque as dobrinhas e pelos. Os carrapatos se escondem em locais menos expostos, como entre os dedos ou dentro das orelhas”, orienta Priscila. Por mais que o dono não veja pulgas e carrapatos nos animais, segundo a médica veterinária, é importante aplicar produtos específicos de prevenção de parasitas.

“É um fator importante dizer que 95% do ciclo de vida desses parasitas acontece no ambiente e não no animal”, explica Priscila. Parceira da Comissão de Animais de Companhia (Comac) e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), ela lembra que o repelente também é importante neste período de maior infestação de parasitas.

O uso de produtos que também atuam como repelentes, de acordo com Priscila, ajuda a prevenir doenças como a leishmaniose e a dirofilariose (popular verme do coração), que podem ser transmitidas aos pets pelos mosquitos. A leishmaniose é transmitida pelo mosquito-palha. A contaminação da dirofilariose acontece por meio de mosquitos das espécies culex e  Aedes aegypti.

Sempre de olho

Estudante de comunicação organizacional da Universidade de Brasília (UnB), Clara Maul, 19 anos, sempre teve a companhia de um cachorro, desde muito pequena. Depois que o seu labrador Chicão morreu, ela começou a sentir muita falta do velho companheiro. Percebendo a sua angústia, o padastro a presenteou com Aiyra, uma linda labradora da pelagem toda preta.

Como boa representante da raça, Aiyra é muito levada e carente. “Você pode passar o dia inteiro fazendo carinho nela que à noite ela ainda vai te pedir mais”, diz a estudante. Além de carinhosa, a cadelinha também é uma ótima companheira de filmes e séries na tevê. “Descobri que ela gosta de assistir a Jurassic Park. Fica olhando os dinossauros passando na tela, superatenta”, conta Clara.

Para evitar que Aiyra tenha problemas de saúde, ela fiscaliza, rotineiramente, as patas, entre os dedos, atrás das orelhas e lugares onde os parasitas gostam de se esconder. Desde que o veterinário de confiança dela receitou Bravecto, um remédio contra pulgas e carrapatos, a labradora nunca mais teve problema com isso. “Mas, mesmo assim, é sempre bom olhar se está tudo certo”, diz Clara.

A médica veterinária Luiza Jacó Cavalcanti e Cysne, da clínica Petit Animale, de Águas Claras, explica que existem, no mercado, comprimidos que protegem o animal de 30 dias a três meses. Além disso, há coleiras que também repelem mosquitos transmissores de parasitas, mas é necessário que também seja eficaz contra a leishmaniose. “A minha única contraindicação é nos casos de reação alérgica aos componentes, que é uma resposta individual”, ressalta Luiza.

Greyco usa carrapaticida no canil e no gramado: prevenção também com coleiras(foto: Arquivo Pessoal)
Greyco usa carrapaticida no canil e no gramado: prevenção também com coleiras (foto: Arquivo Pessoal)
O advogado Greyco Loureiro, 42 anos, e sua mulher, a pedagoga Alessandra Loureiro, 43 anos, criam cães da raça buldogue inglês desde 2011. Em 2014, abriram o Canil Loureiros’s Bulls. “Os buldogues são muito amáveis e preguiçosos. Enquanto filhotes, costumam ser bem brincalhões e até bagunceiros, mas, quando crescem, se tornam a companhia perfeita”, conta Greyco orgulhoso.

“Quando morávamos no Lago Norte, era mais frequente a presença ocasional de carrapatos. Depois que nos mudamos, há dois anos, não nos deparamos com a presença desses parasitas”, relembra. Para evitar a contaminação, Greyco faz o controle do ambiente no canil e no gramado de casa, com carrapaticida. “Nos cães, utilizamos coleiras repelentes como forma de prevenção. “Além disso, nossa veterinária de confiança acompanha permanentemente a saúde de nossos cães e nos orienta sempre que necessário”, diz.

Sintomas

Quando afetados pelos parasitas, os bichos costumam ter sintomas como diarreia, prostração, vômitos e falta de apetite. O diagnóstico definitivo é obtido com exames complementares, como hemograma e coproparasitológico (exame de fezes).

“O tratamento é, na maioria dos casos, à base de antibioticoterapia, de alimentação adequada e correção dos sintomas, além da vermifugação periódica para controle da giárdia”, explica a veterinária Luiza Cysne. No caso dos gatos, mais atingidos por pulga, esse parasita pode provocar a micoplasmose, que é detectada por meio de hemograma e sorologias.

Os que mais atacam

Principais espécies de pulgas:

Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis
  • Parasitas preferenciais de cães e gatos
Pulex irritans
  • É a que mais ataca o homem; pode se alimentar também do sangue de outros hospedeiros.
Xenopsylla cheopis
  • É a pulga dos ratos domésticos, principal transmissora da peste bubônica

Principais espécies de carrapatos: 

Amblyomma
  • Carrapatos nativos que parasitam os cães  de forma acidental, pois os hospedeiros naturais são animais silvestres.
Rhipicephalus sanguineus
  • Única espécie do gênero que conseguiu se estabelecer nas Américas, são parasitas primários de cães. Têm origem na região afrotropical e vieram junto com os animais domésticos na época da colonização.
Fonte: Carla Storino Bernardes, médica veterinária especialista em clínica geral da Cobasi
 

Agradecimentos

Canil Loureiro’s Bulls
Facebook: facebook.com/LoureirosBulls

Cobasi
Site: cobasi.com.br

Petit Animale 
Site: petitanimale.com.br
 
*Estagiário sob supervisão de Valéria de Velasco, especial para o Correio 

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