postado em 02/02/2010 11:05
Primeiro, vieram os computadores que ocupavam andares inteiros, custavam muito caro e processavam pouca informação. Hoje, celulares já esbanjam, em bolsos e mãos, processadores rápidos e memória suficiente para confundi-los com um PC de poucos anos atrás. E a evolução ainda criou uma variação na forma como esses aparelhos chegam ao consumidor final. ;Eu acho que é uma tendência natural, cada vez mais vão surgir mais nichos de mercado, que ficam cada vez maiores e acabam atingindo a grande massa. O computador, por exemplo, começou com o desktop, voltado para os usuários de classe A. Depois, as classes B e C passaram a consumir PCs também;, explica Luciano Crippa, consultor do IDC.E o consultor completa: ;Depois que o notebook chegou, virou novo nicho para classe A e fez o mesmo caminho dos desktops. O mesmo aconteceu com os netbooks, e assim por diante, com o constante aparecimento de novas tecnologias;, finaliza. Além dos tablets, como o iPad(1), anunciado na última quarta-feira, por Steve Jobs, outros equipamentos trazem variação interessante da computação pessoal.
Luis Mascarenhas, diretor de produtos da área de consumo da HP, acredita que a diversidade veio para ficar. ;Acredito que isso é uma tendência. E haverá mais espaço para novos produtos, porque a indústria está percebendo que é necessário ir mais fundo na necessidade de utilização do consumidor;, explica.
[SAIBAMAIS]E Luis reconhece na convergência de funcionalidades a necessidade de lançamento de produtos como os tablets. ;Ele não é como um PC, é mais interface multimídia e entretenimento, de internet, e já o smartphone ainda está mais ligado ao telefone ; não dá para comparar a interface dos dois;, diferencia.
1 - Alvoroço
Enquanto modelos como os apresentados pela Lenovo e pela HP são promissores e aguçam a curiosidade do consumidor ligado em novidades, a apresentação da Apple deixou os gadgetmaníacos em polvorosa. Nem mesmo se sabia o nome do produto ; ou ainda se seria um tablet ;, mas o evento tomou conta do Twitter e superou as mensagens que tratavam da catástrofe haitiana (que figurava em primeiro lugar havia duas semanas).