Primeiro, vieram os computadores que ocupavam andares inteiros, custavam muito caro e processavam pouca informação. Hoje, celulares já esbanjam, em bolsos e mãos, processadores rápidos e memória suficiente para confundi-los com um PC de poucos anos atrás. E a evolução ainda criou uma variação na forma como esses aparelhos chegam ao consumidor final. “Eu acho que é uma tendência natural, cada vez mais vão surgir mais nichos de mercado, que ficam cada vez maiores e acabam atingindo a grande massa. O computador, por exemplo, começou com o desktop, voltado para os usuários de classe A. Depois, as classes B e C passaram a consumir PCs também”, explica Luciano Crippa, consultor do IDC.
E o consultor completa: “Depois que o notebook chegou, virou novo nicho para classe A e fez o mesmo caminho dos desktops. O mesmo aconteceu com os netbooks, e assim por diante, com o constante aparecimento de novas tecnologias”, finaliza. Além dos tablets, como o
iPad(1), anunciado na última quarta-feira, por Steve Jobs, outros equipamentos trazem variação interessante da computação pessoal.
Luis Mascarenhas, diretor de produtos da área de consumo da HP, acredita que a diversidade veio para ficar. “Acredito que isso é uma tendência. E haverá mais espaço para novos produtos, porque a indústria está percebendo que é necessário ir mais fundo na necessidade de utilização do consumidor”, explica.
E Luis reconhece na convergência de funcionalidades a necessidade de lançamento de produtos como os tablets. “Ele não é como um PC, é mais interface multimídia e entretenimento, de internet, e já o smartphone ainda está mais ligado ao telefone — não dá para comparar a interface dos dois”, diferencia.
1 - AlvoroçoEnquanto modelos como os apresentados pela Lenovo e pela HP são promissores e aguçam a curiosidade do consumidor ligado em novidades, a apresentação da Apple deixou os gadgetmaníacos em polvorosa. Nem mesmo se sabia o nome do produto — ou ainda se seria um tablet —, mas o evento tomou conta do Twitter e superou as mensagens que tratavam da catástrofe haitiana (que figurava em primeiro lugar havia duas semanas).
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