tecnologia

Pequenas e médias empresas buscam maior visibilidade para os produtos

Ataide de Almeida Jr.

Publicação: 31/08/2010 07:00 Atualização: 01/09/2010 17:12

Que tal ter o seu produto visto pelos mais de 4 bilhões de usuários da internet no mundo? A rede é a grande chance para as pequenas e médias empresas faturarem mais gastando menos. Segundo dados da consultoria e-bit, o mercado registrou no primeiro semestre 20 milhões de e-consumidores. “E eles estão exigindo que algumas marcas vendam na internet por uma questão de comodidade. Mais de 60% dos compradores têm renda acima de R$ 3 mil e estão na faixa etária de 19 a 50 anos”, afirma Alexandre Soncini, sócio-diretor da WX7, empresa especializada na criação de lojas virtuais.

Foi em busca desse mercado amplo e para garantir maior visibilidade na marca que os pequenos empresários Raphael e Stella Guimarães, donos de uma loja de camisetas, a Brechot 84, decidiram investir na web. “Abrimos a loja virtual para expandir esse mercado além de Brasília. Com a loja física, situada na Octogonal, ficávamos limitados a um determinado público. Com a internet, conseguimos atingir novos clientes e permanecer com os anteriores. A web proporciona chegar a lugares onde não pensávamos. Inclusive, já tivemos visitas do exterior”, afirma Raphael.

Com seis meses de funcionamento na web, a loja já chegou a faturar 50% a mais que a física, de acordo com Raphael. O espaço que funcionava em um shopping de Brasília foi fechado e os irmãos decidiram continuar apenas com a Kombi, que expõe os produtos em diversos locais da cidade, e com o site. “A internet é uma plataforma totalmente diferente, tanto na forma de anunciar quanto no modo de se aproximar do público”, aponta. A redução de custos também foi fator determinante. “O quadro de funcionários diminuiu, não pagamos mais aluguel no shopping e podemos cuidar da loja dentro da empresa”, explica.

Ouça Alexandre Soncini, sócio-diretor da WX7, sobre as vantagens de se abrir uma loja virtual


O uso de um blog e da rede social Twitter serve para alavancar as vendas. “Esses canais facilitam a interação com o cliente. O retorno é quase imediato. Assim que twitamos algo, percebemos que todos entram para ver. Os compradores ficam mais perto da marca”, ressalta. Os pequenos empresários vão continuar a investir na internet como forma de lucrar mais. “Queremos melhorar o site. Identificamos algumas alterações a serem feitas, como na usabilidade, e pretendemos procurar parceiros para a divulgação.”

Faça seu e-commerce
Há 10 anos, o comércio eletrônico não tinha estrutura nenhuma no Brasil e poucas empresas varejistas estavam na rede. Foi em 2004 que os empresários começaram a investir em lojas virtuais. “Hoje se tem uma gama de plataformas de baixo custo, no qual é possível começar o negócio pela internet. Pode ser que ela não vá suportar o tráfego por muito tempo, mas pode ser um começo”, afirma Alexandre Soncini, sócio-diretor da WX7.

No site e-brecho, é possível montar em algumas horas uma loja virtual completa, inclusive com serviço de transações eletrônicas embutidas — o que dá mais segurança tanto ao vendedor quanto ao comprador. O grande problema desse site é a customização das lojas. O e-brecho oferece temas pouco variados o que torna as lojas muito parecidas. A interação com o cliente fica por conta dos comentários, que podem ser respondidos na própria página.

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Com o plugin WP e-commerce da plataforma de blogs WordPress é possível começar bem no mundo virtual. O download é gratuito, mas para se ter uma loja com todas as funcionalidades é preciso pagar entre US$ 40 e US$ 100 (uma única vez). O WP oferece módulos distintos para cada tipo de negócio. Além disso, há uma ampla possibilidade de customização da página.

“A procura por lojas virtuais está bem alta, principalmente dos pequenos e médios empresários para entrar nesse mundo. Alguns já procuraram soluções mais simples e baratas, mas acabam procurando empresas especializadas para expandir o negócio”, salienta Soncini.

PAYPAL VERDE E AMARELO
Quem anunciou a chegada ao Brasil para tentar dominar o campo das transações on-line foi o PayPal. O serviço é responsável por 15% das vendas eletrônicas mundiais e, com a chegada ao país, a promessa é que passe a aceitar cartões de crédito nacionais. Para que o comerciante comece a lucrar com as vendas on-line, o site oferece boas opções de pacotes. Se, por exemplo, o empresário já tiver um site, o PayPal não irá cobrar taxas de instalação ou manutenção e não haverá tempo de espera para aprovação do cadastro. Basta, apenas, colocar o botão “compre agora” na página e começar a receber os pagamentos pela empresa. É possível ainda enviar faturas por e-mail, caso o comerciante não tenha um site e realize a transação por meio das redes sociais ou blogs.

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