Fiéis parceiros dos cientistas há anos, os robôs são ferramentas poderosas para pesquisar locais aonde as mãos e os olhos dos homens não conseguem chegar. Nos confins de Marte, no interior do corpo humano ou em regiões inóspitas, eles garantem o desenvolvimento de vários ramos da ciência. No entanto, essas máquinas sempre tiveram seu calcanhar de aquiles. Com estrutura rígida, por, geralmente, serem feitas de metais e minerais mais resistentes, elas muitas vezes têm seu uso limitado. É o caso, por exemplo, de instrumentos de análise que causam desconforto ao serem inseridos em pacientes e de aparelhos usados para estudar ambientes animais, como formigueiros — nessas ocasiões, os robôs são facilmente detectados pelos insetos e acabam “expulsos” daquele hábitat.
Na tentativa de resolver problemas desse tipo e dar ainda mais utilidades aos robôs, cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciaram, em artigo publicado na revista Science, o desenvolvimento de uma classe revolucionária de robôs. Feitos a partir de uma técnica recentemente desenvolvida, que utiliza o silicone para fabricar máquinas que podem ser moldadas nos mais diferentes formatos e tamanhos, os novos equipamentos trazem a surpreendente capacidade de, como um camaleão, adquirir as cores do ambiente e camuflar-se ou tornar-se mais visível, dependendo do uso a ser dado. A ideia do grupo de pesquisadores, que buscou na natureza a inspiração para construir a pequena máquina, é que ela sirva de instrumento para as mais variadas áreas, desde o comportamento animal até a medicina.
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