Celulares, tevês e até geladeiras são os próximos alvos de ataques virtuais

Até 2020, 37 bilhões de dispositivos devem estar conectados à internet. De fechaduras a babás eletrônicas, criminosos estão de olho nas inovações

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postado em 28/08/2015 15:40 / atualizado em 28/08/2015 15:40

Thaís Cunha /Correio Braziliense

Kacper Pempel/Reuters
 

Santiago O cenário é de filme futurista: uma geladeira que detecta o que falta em casa e envia a lista ao supermercado. As chaves de metal dão lugar a códigos secretos que conectam o celular à porta de casa via Bluetooth. Do trabalho, o bebê é vigiado por uma babá eletrônica conectada à internet.

Alguns desses produtos, por mais avançados que possam parecer, já são realidade para alguns consumidores. A comodidade, porém, pode vir combinada a modelos inovadores de roubo de dados bancários e até espionagem. Até 2020, 37 bilhões de dispositivos estarão conectados à internet, segundo a empresa de segurança Kaspersky. Isso significa que cada um desses objetos pode ser vítima de algum tipo de ataque.

"Vivemos em um ciberespaço inseguro. As pessoas não criam proteção aos produtos porque precisam lançar novos dispositivos rapidamente e não perder a corrida pela inovação", destaca o CEO da Kaspersky, Eugene Kaspersky, em conferência em Santiago, no Chile. Os alvos vão da fechadura de uma casa à babá eletrônica com acesso remoto via internet.

Os ataques ocorrem de diversas formas. Se o dispositivo é gerenciado por uma página na internet, como fechaduras ligadas ao Bluetooth, o invasor cria um site falso, bastante parecido com o real para roubar informações e ter acesso a informações como horários de abertura da porta da casa ou distribuição de acesso a pessoas não autorizadas.

O sequestro digital, conhecido como ransomware, também pode atingir dispositivos como geladeiras inteligentes. Enquanto, em computadores, hackers bloqueiam dados e cobram resgate para devolvê-los; no eletrodoméstico, a mercadoria poderia ficar travada até que o pagamento seja negociado.

O tipo de ataque mais realista à internet das coisas já ocorreu em alguns países. Hackers podem roubar senhas de babás eletrônicas e câmeras de segurança com facilidade. "Isso dá acesso ao interior da sua casa", alerta o especialista em segurança Robert Martinez.

Como se proteger

As ameaças não precisam deixar os usuários isolados de novas tecnologias. Alguns hábitos básicos podem tornar o produto seguro para o uso. Especialistas recomendam medidas como:
» Trocar senhas que já vêm com os dispositivos
» Atualizar os programas à última versão
» Desabilitar conectividade que não estejam em uso (Bluetooth, por exemplo)
» Ler o manual de instruções com atenção

A repórter viajou a convite da Kaspersky

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raimundo
raimundo - 30 de Agosto às 08:16
O mundo seria melhor se não existissem os "Os recalcados, invejosos, incapazes de produzir para o bem ".