Fenômenos, vlogueiros conquistam seguidores e independência financeira

Muitos largaram empregos fixos em escritórios para se tornarem exemplos de sucesso na internet

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postado em 12/10/2015 09:46

Quem nunca pensou em trabalhar no conforto de casa, acumular milhões de seguidores e, de quebra, ainda ganhar muito dinheiro? O emprego dos sonhos de muita gente já é realidade para jovens como Felipe Neto, PC Siqueira, Kéfera e Cauê Moura. Os vlogueiros foram os primeiros a ter uma vaga no hall da fama das celebridades e a conquistar independência financeira graças aos conteúdos que produzem para meios digitais, como YouTube, Instagram e Snapchat.

	Antonio Cunha/CB/D.A Press


Os vlogs estouraram em abril de 2010, com o comediante Felipe Neto. O jovem, na época com 22 anos, colocou um par de óculos escuros, posicionou uma câmera no quarto do apartamento em que morava com os pais, no Rio de Janeiro, incorporou um personagem arrogante e gravou alguns vídeos criticando temas que estavam em discussão no momento. Os clipes fizeram tanto sucesso que o Não faz sentido, canal do youtuber, se tornou a principal fonte de renda do carioca e foi o primeiro perfil brasileiro a atingir a marca de 1 milhão de inscritos. Em 2013, o rapaz abriu a Paramaker, uma empresa especializada na produção de vídeos para o YouTube. Além do canal pessoal, a companhia é responsável pelo Parafernalha, o segundo maior canal da rede, no Brasil.

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Felipe não é o único que investiu no potencial oferecido pela rede mundial de computadores. Os blogueiros Rodrigo Purchio, 25 anos, e Roberta Pacheco, 24, largaram empregos fixos em escritórios para se tornarem exemplos de sucesso na internet. Há dois anos e meio, o casal fundou o Frango com batata doce, um blog com dicas de saúde, treino e alimentação. Roberta relata que o projeto nasceu totalmente ao acaso: “No início do namoro, começamos a fazer algumas receitas para variar a alimentação clássica de academia. Como aqui no Brasil ninguém ensinava a fazer os pratos saudáveis, nós usávamos referências dos Estados Unidos e da Europa, e muitos amigos estavam pedindo as receitas. Então, a gente decidiu agrupar tudo em um blog, que, em pouco tempo, já estava bombando de acessos.”

Originalidade
A febre dos vlogs e a vontade de conseguir um lugarzinho ao sol do YouTube nacional também atingiram a capital do país. O canal Minha Brasília é um dos destaques da capital. Apesar de não ser “pra mode a gente se amar” e muito menos pra ficar “pelados em Santos”, o produtor Daniel Zukko, 35 anos, tem uma Brasília amarela, ano 1978, que “tá de portas abertas”. O proprietário do canal, com mais de 14 mil inscritos, diz que gosta da rede pela possibilidade que o usuário tem de escolher o tipo de conteúdo que deseja assistir. “Além da veiculação ser barata, eu consigo atingir um público específico de uma maneira específica”, relata.

Para Daniel, o canal chama a atenção por ser uma ideia diferente do que o público está acostumado. “A maioria dos youtubers está tentando reproduzir o que o Felipe Neto fez. Apesar de a ideia por trás do Minha Brasília não ser nova, os vídeos são feitos de uma maneira diferente. A jogada é pegar algo que funcione e fazer de um jeito único.” Daniel conta que o perfil é mais um hobby do que uma renda extra. “A plataforma paga muito pouco. Não gera esse tanto de monetização e não é só abrir o vídeo que o dinheiro já cai na sua conta… Eu gasto muito com o canal. É manutenção do carro, gasolina, interuubano, salário de funcionário. São uns R$ 3 mil, por mês.”

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