Vida digital: usuários precisam ter cuidado ao armazenar informações

Pesquisas mostram que usuários não têm costume armazenar de informações com segurança, mesmo sabendo dos possíveis transtornos que a falta desse hábito pode causar. Conheça o passo a passo para não deixar que seus dados tomem tempo e energia do seu dia a dia

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postado em 26/10/2015 07:56

 Claudio Reis/Esp. CB/D.A Press


Entre pen drives, cartões de memória, e-mails, nuvens, computadores, celulares e tablets, há muitos, muitos dados. Se o universo e todos os seus planetas tendem a expandir, o que dizer do ambiente digital, que recebe uma enorme quantidade de informações a todo minuto? Um estudo da EMC, empresa líder no mercado internacional de armazenamento de dados, prevê que, em 2020, as informações produzidas hoje serão cerca de seis vezes mais volumosas. Para se ter uma ideia, a quantidade de elementos em formato digital existentes até 2014 teria o tamanho equivalente a uma pilha de iPads Air de 256 mil quilômetros, ou dois terços da distância que separa a Terra de seu satélite.

Para lidar com tamanha quantidade de dados, a dica é tratá-los com muito carinho. Quando cada coisa tem um lugar, os itens são encontrados com mais facilidade. Isso poupa tempo e, principalmente, o estresse da busca. Uma das alternativas para armazenamento sem preocupação com perdas é fazer uma cópia de segurança, mais conhecida como backup. Imagine ter o celular ou o computador danificado, desaparecido ou furtado. Todas as informações se perderiam para sempre. O hábito de salvar informações em uma fonte alternativa não é, entretanto, um costume da maioria da população usuária de dispositivos digitais.

Uma pesquisa mundial realizada pelo Avast indica que as pessoas pensam não ser necessário fazer uma cópia de segurança, mesmo sabendo que isso facilita a vida em casos de danos ou apagamentos acidentais. De acordo com o estudo, divulgado em março deste ano, os usuários não se preocupam com dados pessoais, são muito preguiçosos para evitar que eles se percam e acham que não vale a pena ter esse trabalho. Por outro lado, 64% dos entrevistados afirmam que perder essas informações sem becape os deixaria chateados — mais do que perder o aparelho.

No mundo inteiro, 36% das pessoas acham desnecessário salvar seus arquivos em um local alternativo ao de origem. A pesquisa, realizada com 288 mil usuários em vários países, entre eles Estados Unidos, Alemanha, Índia, México, Rússia e Brasil, mostra que quase 25% dos usuários do mundo não faz becape por preguiça. Os britânicos são os mais desapegados: 36% deles dizem não fazer cópias de segurança porque acreditam que essas informações não valem nada.

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Para algumas pessoas, um simples becape de arquivos mais uma pitada de organização evitariam o estresse. Raphaele Caixeta, 19 anos, perdeu mais de 2 mil fotos da última vez que teve o computador queimado. “Sempre perco tudo quando ele estraga. Me senti frustrada. Tinha muito material bom, que nunca vou conseguir recuperar”, diz. Uma solução para acabar com o problema foi tentar organizar os arquivos, mas sem sucesso. “A preguiça de ter que ficar abrindo pastas para salvar e procurar depois sempre me vence e acabo entupindo minha área de trabalho”, conta.

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