CIÊNCIA

Rastreamento ocular vai mudar o comportamento dos humanos

O monitoramento de como um cliente enxerga as prateleiras de uma loja denunciará as preferências dele antes mesmo de tocar em um produto. Soluções criadas a partir do rastreamento ocular também serão usadas para facilitar ações domésticas

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postado em 07/12/2015 06:30 / atualizado em 08/12/2015 16:24

Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press


“Os olhos são a janela da alma e o espelho do mundo”, diz a famosa frase atribuída a Leonardo da Vinci. Inspiradas no poder da visão, empresas de tecnologia aceitaram o desafio de enxergar além do que os olhos podem ver e criam equipamentos baseados em rastreamento ocular para facilitar o dia a dia e também divertir. Esse tipo de recurso permite que um dispositivo saiba exatamente onde os olhos do usuário estão focados. Isso pode funcionar como um sensor de presença, mas também indicar atenção, sonolência, consciência e outros estados mentais. Essas informações podem ser usadas para indicar novidades no comportamento de consumidores e para revolucionar as interfaces de computadores, por exemplo.

Pesquisa divulgada em novembro, pelo Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE), mostra que, no futuro, os olhos e o coração dos clientes serão o caminho das pedras para a efetivação da compra. Os pesquisadores apostam que o recurso de rastreamento ocular será usado para compreender melhor as preferências dos compradores. Os sensores poderão ser instalados em prateleiras de estabelecimentos comerciais. Uma das vantagens é que os varejistas saberão quais as peças e os departamentos que chamam mais atenção.

Os monitores de frequência cardíaca servirão para captar o nível de empolgação diante de um produto. Essas informações podem ser úteis para reposicionar determinados objetos e destacar os que mais mexem com as emoções do público. “A mudança de frequência cardíaca em uma loja pode ser relacionada a mudanças no lado emocional, com um aumento do ritmo de batimentos do coração, sendo um indicativo da emoção”, afirma Christopher James, membro sênior do IEEE.

 

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