ANÁLISE

Dying Light - The Following vai além de uma expansão para o game de zumbi

Nova campanha, área inexplorada duas vezes maior do que a original, elementos de combate e locomoção são destaques do DLC

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postado em 09/03/2016 16:30 / atualizado em 09/03/2016 16:45

Warner/Divulgação
 

Quem curte parkour e se amarra em jogos de zumbis vai adorar Dying Light. O primeiro criado pela Techland - o mesmo estúdio de Dead Island - e lançado em janeiro de 2015 para Xbox One, PlayStation 4 e PC usa as duas temáticas como base para um game onde a furtividade e as táticas são mais importantes do que a eliminação dos inimigos.

 

 

 

The Following é a primeira expansão desenvolvida para o game e se passa imediatamente após os eventos da história principal. O jogador continua seguindo o Kyle Crane (agente infiltrado na cidade para roubar arquivos do líder da resistência) que, dessa vez, sai de Harran para se aventurar nas matas abertas que rodeiam os muros da cidade infectada.


A trama, a região duas vezes maior do que a principal e os novos personagens não são as únicas novidades da DLC. Agora, Kyle conta com o auxílio de veículos "buggie", que podem ser personalizados com armas e acessórios e, com as modificações certas, se tornarem armas mortais para os zumbis que insistirem em cruzar o seu caminho. Quanto mais mortos-vivos atropelados, maior é o ganho de experiência e melhores são as estatísticas do carro. Vale lembrar que, com o passar do tempo, o automóvel precisará de reparos e peças novas.

 

Warner/Divulgação


O sistema de inteligência artificial que deixava as criaturas calmas durante o dia e selvagens à noite continua fazendo um trabalho que, às vezes, chega a ser bom demais. É quase impossível permanecer vivo fora de uma casa segura depois que sol se põe. Inclusive, uma das recomendações do próprio título é a de que o player comece a nova campanha com um personagem acima do nível 19. Para os jogadores que não tem medo do escuro, jogar à noite oferece o dobro de pontos de experiência e é uma ótima maneira de subir de nível mais rapidamente e desbloquear habilidades.

Velhos erros
Para a infelicidade de muitos jogadores, a expansão não corrige vários erros do jogo principal. Dying Light repete o modelo de combate de Dead Island 1 e 2, que tentam impor mais realismo ao game e obrigam o jogador a dar várias pancadas nos zumbis antes que eles morram de uma vez por todas. Para chegar ao nível das lâminas conseguirem decapitar os zumbis com apenas um golpe, é preciso passar alguns bons dias jogando, o que pode tornar o início bem difícil.


O sistema de energia limitada - onde o personagem tem que parar para descansar sempre que se esforça um pouco mais - e armas que precisam de reparos constantes - também marcam presença no game e deixam a jogabilidade extremamente massiva.

 

Warner/Divulgação

 

As vezes, é tão chato acabar com os mortos-vivos de uma vez por todas que o jogador simplesmente dá uma pancada para que eles saiam do meio e ele possa correr sem maiores problemas. Acabou sendo encurralado pelas criaturas? Então, ache uma brecha e corra o mais rápido que der porque, dependendo do número, você não vai conseguir matar todos nem usando armas de fogo.

 

Enhanced Edition

 

Quer imergir de uma vez por todas no mundo de Dying Light? Então, dê uma olhada no pacote Enhanced Edition. Além do jogo completo e da expansão The Following, o especial conta com um modo multiplayer chamado “Seja o Zumbi”, onde você vira o Night Hunter, um infectado especial que deve acabar com outros jogadores em uma partida 4x1.

 

Warner/Divulgação

 

A Enhanced Edition também conta com as três DLC’s que já foram lançadas para Dying Light. A primeira, Cuisine & Cargo, leva o jogador para os primeiros dias de infecção e o coloca para investigar prédios abandonados. Na Ultimate Survivor Bundle, segunda expansão lançada, Kyle recebe novas armas e roupas especiais para combater os zumbis. Já, a última DLC, The Bozak Horde, coloca o personagem para lutar contra hordas de zumbis dentro do estádio de futebol de Harran.

 

Conclusão
Dying Light: The Following mostra o que é uma DLC de verdade e traz ainda mais diversão para o jogador. Apesar de manter os combates batidos e a jogabilidade fraca, a expansão disponibiliza elementos e habilidades importantes que serão cruciais para a sobrevivência do personagem no novo cenário. É tão completa e traz tantas novidades que pode ser considerada uma continuação, sem dever nada ao game principal. 

 

Avaliação
- Jogabilidade:
4

- Entretenimento: 7

- Gráficos: 10

- Som: 9

- Nota final: 7,5

Informações técnicas
- Publicação: Warner Bros. Games
- Desenvolvimento: Techland
- Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
- Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
- Jogadores: 1 (off-line) 2 a 4 (on-line)
- Preço: R$ 219 (PS4 e Xbox One), R$ 99 (PC)

 

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Gabriel
Gabriel - 10de Março às 14:50
7,5? Só acho que merecia uma nota maior mas ok! Jogo espetacular esse Dying light valeu a pena cada minuto jogado.