Tecnologias ajudam idosos contra solidão e melhorar habilidades cognitivas

Redes sociais facilitam o contato com amigos e parentes

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postado em 28/03/2016 11:11

Para Gilda Rodrigues dos Santos, 71 anos, a internet não é um mistério. Conectadíssima, a costureira usa as redes sociais e os aplicativos de celular para se comunicar com os clientes e divulgar seu trabalho. “Eu costuro e depois posto as roupas que faço no Facebook. As pessoas que atendo sempre comentam. Meu principal cliente é uma academia de balé; eu faço muitas fantasias para os alunos. Eles mandam as fotos dos modelos pelo e-mail e eu vou respondendo pelo WhatsApp. Meu celular fica o dia todo comigo, aqui do meu lado”, conta. A moradora de Sobradinho faz parte de uma geração de idosos cada vez mais inserida no ciberespaço e prova que nunca é tarde para dar os primeiros passos no universo virtual.

Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press


Para aqueles que ainda se perguntam se aprender a usar o computador e o smartphone vale a pena, especialistas no tema têm um recado: pare de perder tempo e comece agora, pois os ganhos são muitos. Estudos vêm mostrando que, para os mais velhos, o uso das novas tecnologias ajuda a combater o isolamento, aumenta a sensação de bem-estar e promove melhoras na saúde física e mental, além de fortalecer a sensação de competência.

Uma das pesquisas mais recentes sobre o tema foi conduzida por médicos da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, e será apresentada no fim de abril em um congresso no Canadá. Depois de acompanhar 1.929 pessoas com mais de 70 anos por cerca de quatro anos, os pesquisadores notaram que atividades como usar o computador, ler, fazer trabalhos manuais e participar de atividades sociais protegem consideravelmente as habilidades cognitivas.

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Surpreendem, contudo, os benefícios trazidos pela tecnologia: utilizar um PC ou laptop ao menos uma vez por semana reduz em 42% a probabilidade de o idoso ter problemas de memória e raciocínio, sugerem os resultados. As demais atividades também trazem ganhos, mas um pouco menores: a leitura de revistas reduz a perda de memória em 30%; o engajamento em atividades sociais, em 23%; e trabalhos manuais, como tricô, em 16%.

“Os resultados mostram a importância de manter a mente ativa ao envelhecermos”, diz, em um comunicado, Janina Krell-Roesch, pesquisadora da Clínica Mayo no Arizona e membro da Academia Americana de Neurologia. “Embora esse estudo só mostre uma associação e não comprove uma relação de causa e efeito, pessoas idosas poderiam considerar a prática de algumas dessas atividades para manter a mente saudável por mais tempo.”

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