REVIEW

Far Cry Primal eleva os jogos de sobrevivência a um novo patamar

O quinto título da série da Ubisoft conta a história de Takkar, um Wenja em busca de paz para a sua tribo na Idade das Pedras

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postado em 30/03/2016 09:00 / atualizado em 29/03/2016 19:40

Reprodução/Ubisoft
 

Os fãs da série Far Cry estão habituados ao estilo sobrevivência do game. Desde o primeiro jogo, a série da Ubisoft ficou famosa pela pegada “mate para viver”. Far Cry 3 e 4 conseguiram alcançar quase com perfeição esta premissa. O último título deixou um sentimento de que seria praticamente impossível acontecer alguma melhora na sequência. Mas, o estúdio francês conseguiu se superar, e Primal é o suprassumo dos jogos de sobrevivência.

 

A história é protagonizada por Takkar, um guerreiro da tribo Wenja que busca a paz para seu povo contra os Udam e os Izila. Tudo se passa há mais de 12 mil anos na terra de Oros. Além dos inimigos, o líder dos Wenja tem que enfrentar diversos animais selvagens -- algo parecido com os jogos anteriores. Uma novidade envolvendo os bichos, é que, em Primal, é possível domá-los e utilizá-los durante a campanha.

 

Como se imagina, por passar na Idade da Pedra, as armas do novo Far Cry são um pouco diferentes. Esqueça metralhadoras, pistolas e rifles com silenciador. Para acabar com os inimigos só com lanças, clavas e arco e flecha. Ah, mas primeiro é preciso aprender a construí-los. Sem contar os fragmentos de pedra, bombas de fogo, de veneno e abelha.

Oros

Reprodução/Ubisoft

O mapa é, basicamente, dividido em três grandes territórios. A Tundra Ártica do Norte, área dominada por Udans. Os Pântanos do Sul, terra dos Izilias. E o Vale de Oros, região dos Wenja e que podem ser encontrados inimigos das outras duas tribos. As torres existentes em FarCray 3 e 4 -- que liberavam espaço no mapa -- foram substituídas por fogueiras, que além da mesma função, conta com cabanas para passar a noite (ou o dia, a depender da missão) e recolher mantimentos. Logo de cara um recado -- dado pelo próprio jogo --, a noite é perigosa. Nessa hora, animais aproveitam para atacar, o ideal é ficar próximo ao fogo, ou improvisar tochas com as armas.

 

Para “recarregar” as armas, é preciso recolher madeira, couro e pedras específicas em cada uma das áreas do mapa. Além disso, plantas e pedaços de carne são utilizados como restauradores de vida e potencializadores. As tribos rivais contam com pequenas vilas que podem, e devem, ser tomadas para garantir a paz em Oros. Fora isso, existem diversas missões secundárias, entre salvar Wenjas de animais selvagens, resgatá-los de inimigos e escoltá-los para um local seguro, entre outros.

 

Reprodução/Ubisoft

 

Takkar tem, basicamente, três importantes missões: Invadir o território Udam no norte e matar seu líder, Ull; Realizar o mesmo feito no sul, na terra dos Izila e acabar com Batari, a líder da tribo; E, se tornar o Mestre das Feras, domando os diversos animais selvagens e depois caçando os quatro maiores predadores de Oros.

 

Antes de ir para a guerra contra os inimigos, é preciso realizar diversas tarefas envolvendo a tribo Wenja e seus principais representantes. Cada líder auxilia Takkar em um função. Tensay, o Xamã, além de curandeiro, ensina como domar os animais. Sayla, a Coletora, mostra como utilizar as plantas de Oros. Jayma, a Caçadora, orienta como caçar melhor. Karoosh, o Guerreiro, instrui na arte da luta. E Wogah, o Artesão, ensina como melhorar armas e equipamentos. Além das missões dos líderes, os aldeões também pedem ajuda à Takkar em pequenas tarefas.

Altos e baixos

Reprodução/Ubisoft

 

Como de costuma da série, Far Cry Primal tem uma fotografia belíssima e efeitos que beiram à perfeição. Cada árvore, planta, animal, pedra e água são apresentados nos mínimos detalhes. O anoitecer e amanhecer em Oros é quase real. A jogabilidade, consagrada nos títulos anteriores, continua a mesma, com pequenas diferenças, principalmente em relação as armas. As lutas ficaram mais corpo a corpo, mesmo assim é possível lançar clavas, lascas de pedras e lanças.

 

Um dos pontos baixos do game é, relativamente, positivo também, o tamanho da história. Como habitual, é grande e com muita coisa a ser feita. Além das missões principais, secundárias e da vila Wenja. O jogador precisa, sem alterar a trama, buscar e encontrar artefatos e pinturas, entre outros, em todo o mapa. Isso já era feito nos dois últimos títulos da saga. No entanto, em Primal, não existe uma separação da porcentagem atingida -- como foi feito no 4. Onde se calcula o desenvolvimento principal separado do jogo completo. Os 100% só podem ser alcançados quando resolver tudo.

 

Reprodução/Ubisoft
 

Avaliação
- Jogabilidade: 10
- Entretenimento: 9
- Gráficos: 10
- Som: 9
- Nota final: 9,5

Informações técnicas
- Publicação: Ubisoft
- Desenvolvimento: Ubisoft Montreal
- Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
- Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos
- Jogadores: 1 (off-line)
- Preço: R$ 229,9 (PS4 e Xbox One), R$ 129,99 (PC, em formato digital)

 

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